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Como ser um bilionário
O que você faria se pudesse ganhar de uma tacada R$ 111 milhões? Esse é o tipo de pergunta que costuma ser feito no fim do ano, com a proximidade da Mega-Sena da Virada (na virada de 2011 para 2012 estima-se pagar mais de R$ 170 milhões). No entanto, o motivo da pergunta é outro: as tarifas bancárias. Se cada cliente do Banco do Brasil (que tem 31,9 milhões de correntistas) resolvesse tirar um extrato bancário no mês, o valor arrecado, sem nenhum esforço, seria de R$ 111 milhões.
Como se chega a esses números? Simples. No site do Banco Central estão todas as informações. O número de clientes por banco, com o Banco do Brasil (BB) no topo da lista. Em outro link, o Banco Central informa os valores das tarifas bancárias. Nesse quesito, os bancos públicos superam os privados. Um saque em terminal tem tarifa média de R$ 1,79; um saque pessoal (na boca do caixa) resulta em tarifa de R$ 2,44 e um extrato, R$ 3,48. Nos bancos privados, só os saques em terminais supera os valores cobrados pelos públicos: R$ 1,96. O saque pessoal custa R$ 2,01 e um extrato, R$ 2,90.
Diante dos números, é fácil perceber qual a fonte dos lucros bilionários que os bancos ostentam mês a mês, ano a ano. Imaginemos que cada cliente do Banco do Brasil precisasse fazer um saque em terminal. Resultado para o banco: faturamento de R$ 57 milhões. Se o mesmo ocorresse com os saques pessoais, o BB teria R$ 77,8 milhões.
Vamos aos bancos privados. O Bradesco, por exemplo, tem 30 milhões de clientes. Se cada cliente tiver que pagar em um mês uma taxa de extrato (R$ 2,90 em média, de acordo com o Banco Central), o banco leva, na moleza, R$ 87 milhões. Se esses mesmos 30 milhões de clientes fizerem um único saque nos terminais (tarifa de R$ 1,95), jogam nos cofres do Bradesco R$ 58,5 milhões. O que o leitor faria com R$ 58,5 milhões? E não estamos falando de um valor recebido esporadicamente. Todos os dias, milhares de clientes fazem saques, consultam suas contas em terminais, retiram extratos bancários e outras dezenas de serviços sujeitos a cobrança de taxas.
É elementar que os bancos têm despesas para oferecer tais serviços aos clientes e é natural que cobrem tarifas, mas duvido que em outro lugar do planeta lucrem tanto quanto no Brasil. Os clientes quase não sentem a facada porque os valores individuais são ‘insignificantes’.
E se você pensa que o Banco Central pode fazer alguma coisa pelos clientes, esqueça. No site, a instituição adverte que “o processo de supervisão exercido pelo Banco Central busca assegurar a solidez e eficiência do Sistema Financeiro Nacional e o funcionamento regular das instituições bancárias”.
“A atuação do Banco Central com relação às reclamações e denúncias (contra bancos) tem por foco verificar o cumprimento das normas específicas de sua competência, para que as instituições supervisionadas atuem em conformidade às leis e à regulamentação. O Banco Central não tem por objetivo principal a solução do problema individual apresentado”, diz o site do BC, que sugere ao cliente reclamar ao próprio banco ou ao Procon.
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perfildoautor
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Jornalista, com mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia (Ufam). Trabalha no DIÁRIO DO AMAZONAS desde 2003, atuando como repórter de Cidade e Política e como articulista. Atualmente exerce a função de editor de política e opinião do jornal.
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Isso, sem falar em alguns pequenos valores descontados na conta, dos quais nem os gerentes sabem explicar, “exatamente”, o que são. Mas com todos esses números, bem que o Bradesco podia cuidar melhor da manutenção dos condicionadores de ar dos seus caixas eletrônicos. Não sei os outros, mas o caixa do Dom Pedro e aquele externo do Amazonas Shopping, estão sem ar há meses.
Isso significa que como o Banco Central instituiu que alguns serviços tem que ser concedidos de forma gratuita (Serviços Essenciais), os bancos acabam não recebendo, provavelmente, mais de R$ 1 bi, facilmente, todo mês.
Mais fácil é entender os gastos públicos, pois sem saber os detalhes, sabemos que se trata de gastos superfaturados.
Os políticos ganham dinheiro mais facilmente que bancos, gastando o dinheiro do povo em seu próprio benefício. Os bancos, ao menos, te dão a opção de se bancarizar ou não. Ninguém é obrigado a aceitar um determinado banco, nem em pagamento de salário isso ocorre mais. Então, joga o jogo quem quer, paga o preço quem quer. O pior é pensar que o governo, partido e políticos sujos gastam e ganham recursos nossos e nós não sabemos nem aonde foram gastos.
E mais, você comentou o seguinte:
“Os clientes quase não sentem a facada porque os valores individuais são ‘insignificantes’”.
Seu você vendesse empadas a um preço determinado pelo seu custo e pelo o que vc espera de retorno sobre seu trabalho, e você vira o melhor fabricante de empadas e começa a vender para todas as cantinas de sua cidade, eu poderia falar mal de você, pois apesar de individualmente você cobrar um valor quase que insignificante, no todo você é o “empadeiro” que mais ganha na cidade? Acima de todos os outros.
Já falei, e falo de novo, não gosta de tarifa bancária, coloca no colchão. Se não quer, procure outro banco que forneça condições melhores. As pessoas precisam parar de achar que banco é serviço governamental, pois não é.
E sim, eu trabalho em banco.
Só pegando carona no seu comentário, o Bradesco, determinou o não pagamento de contas com valor inferior a R$ 1.000, reais, mesmo voce sendo cliente.
E pura verdade Os Bancos tanto Publicos, como Os Privados, Sao os Maiores Bilionarios. Aculpa e do governo federal e juntos com os socios deles os empresarios oportunistas e saqueadores, a FACADA e leve, ninguem sente. Mais se todo mundo retirassem…..mesmo assim ainda teriam lucros, isso e so no Brasil,,, E A LEI estagnada e ortodoxa….protege so os poderosos…e isssso..
O Bairro do Imbuí em Salvadorestá em ampla expansão de crescimento, dispõe de agências da CEF,ITAÚ, BANCO DO BRASIL e ainda não tem uma agência do BRADESCO.
O que é preciso para abir uma agência do BRADESCO neste bairro?
Precisamos destes serviços com urgência.