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	<title>Educonomia</title>
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	<description>Economia, Educação, Sociedade e História</description>
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		<title>Mulheres e sustentabilidade na Amazônia</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 02:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecer um pouco sobre a Amazônia é aprender mais sobre as mulheres. Conhecer e aprender são constantes nas relações entre seres humanos e meio ambiente; embora muitas pessoas teimem em viver sem empreender o conhecimento e a aprendizagem, por isso a insustentabilidade espreita a vida na Terra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Amazônia não é apenas uma região rica em biodiversidade, que precisa ser preservada. A Amazônia não é o pulmão do mundo, como afirmam os menos informados. A Amazônia também não é um local onde há apenas entidades naturais, como rios, floresta, recursos minerais e fauna; não é também um local somente para abrigar hotéis de selva, natureza exótica e fonte de pesquisas, até mesmo para ser pesquisada à distância por pesquisadores que nunca estiveram na Amazônia.</p>
<p>A Amazônia é habitada por gente inteligente, onde há multiculturalidade e sociodiversidade; ciência, tecnologia, inovação, biotecnologia e fome de conhecimentos tradicionais. A Amazônia é riqueza humana que busca diuturnamente compreender a fisiologia e os possíveis cenários pensados para a região.</p>
<p>O Polo Industrial de Manaus é o principal motor da economia da Amazônia Ocidental. De acordo com pesquisa realizada pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) em 2008, ocupando vagas nos polos eletroeletrônico, duas rodas, químico, metal-mecânico, relojoeiro, naval e outros, as mulheres representam aproximadamente 55% da mão de obra empregada, nos três níveis empresariais – estratégico, tático e operacional. Nas universidades, instituições de ensino superior em geral e institutos de pesquisas localizados na Amazônia, 40% dos professores e pesquisadores são mulheres.</p>
<p>Sabe-se ainda que, a participação das mulheres nas tomadas de decisão capazes de transformar o mundo é não somente histórica, como universal e ontológica; o querer ser mais, vocação ontológica do ser humano, constitui-se em realidade prática na vida das mulheres desde que o mundo é mundo. Direta ou indiretamente, as decisões mais importantes no mundo, dito dos homens, têm sido das mulheres.</p>
<p>A natureza, o papel, a função, a coragem, a decisão e o amor de assumir-se mãe assemelha a mulher à terra, cujos mistérios de gestar, nutrir, prover e promover a perpetuação da espécie humana nada mais são do que a efetivação da vocação ontológica de querer ser mais; e a mulher é mais.</p>
<p>A mulher não é o ser que equilibra o mundo; também não é o ser que harmoniza as relações diversas entre os seres humanos. A mulher é a representação da biodiversidade humana, porque reúne em um mesmo ser habilidades multivariadas e capacidades multifuncionais que permitem pensar e realizar diferentes atividades ao mesmo tempo, sem afastar-se do senso crítico, sem reduzir a qualidade dos resultados. A mulher reúne em si as potencialidades para o desenvolvimento de um mundo sustentável. Na Amazônia, por exemplo, o uso racional dos recursos naturais nas atividades produtivas, de modo a produzir bens e serviços sem exaurir esses recursos, encontra-se em consonância com as práticas produtivas realizadas nas indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus. Indústrias que não degradam o meio ambiente e geram empregos e renda capazes de alterar a qualidade de vida dos habitantes da região há mais de 45 anos. Logo, o conceito de sustentabilidade precisa ser incorporado por aqueles que se relacionam com a Amazônia atrelado aos princípios do ganha-perde, e nesse caso a natureza tem sido a perdedora. A relação com a Amazônia precisa ser do tipo ganha-ganha.</p>
<p>E de tanto pensar e falar em sustentabilidade, o mundo que precisa dar nome e definir as coisas explica o que significa sustentabilidade – “utilização dos recursos naturais de forma racional, para não exauri-los; criando continuamente oportunidades de preservação do meio ambiente capazes de propiciar às futuras gerações a possibilidade do uso dos mesmos recursos naturais existentes no tempo presente”.</p>
<p>Se é assim que se compreende a sustentabilidade, então, na Amazônia, o papel da mulher não tem sido somente o de administrar a educação e a formação de crianças, jovens e adultos, incentivando-os à construção de criticidade contínua; porque é dessa formação e educação que surgirão os líderes capazes de transformar as relações entre as pessoas dentro da Amazônia e as relações entre a Amazônia e as pessoas que vivem fora da Amazônia. O papel da mulher é também sustentar a economia, liderar na educação, na pesquisa, na tecnologia, na inovação e no desenvolvimento socioeconômico da Região. Porque a sustentabilidade é processo que reúne um conjunto de atividades produtivas racionalmente desenvolvidas; privilegia os seres humanos e a natureza, para depois considerar os lucros e o aumento das riquezas.</p>
<p>Na Amazônia Ocidental, estão sob a administração de mulheres: o desenvolvimento socioeconômico regional através dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus; a direção do trânsito na capital do maior estado amazônico; a direção da instituição federal de ensino e pesquisa do estado do Amazonas; a gestão estadual do meio ambiente; a direção do amparo à pesquisa científica do Amazonas. Como sabemos que a Amazônia Ocidental tem sido sustentável, essa sustentabilidade é o resultado da significativa participação de mulheres nas tomadas de decisão.</p>
<p>Na cabeça e no viver das mulheres a economia verde sempre foi uma realidade. E agora o mundo arrisca esverdear os processos produtivos, na expectativa de gestar uma economia verde ainda em projeto inacabado.</p>
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		<title>Propriedade Intelectual: Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 03:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A demanda por C,T&#38;I no estado do Amazonas continua crescente apesar dos investimentos que têm sido realizados pelos governos federal e estadual. O trabalho da Fapeam, por exemplo, é a principal prova da efetividade de tais investimentos; seja através do lançamento de editais que recebem e aprovam projetos de pesquisas científicas a serem custeados pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A demanda por C,T&amp;I no estado do Amazonas continua crescente apesar dos investimentos que têm sido realizados pelos governos federal e estadual. O trabalho da Fapeam, por exemplo, é a principal prova da efetividade de tais investimentos; seja através do lançamento de editais que recebem e aprovam projetos de pesquisas científicas a serem custeados pela Fundação de Amparo, seja na manutenção de Bolsas para pesquisadores iniciantes e/ou veteranos. Na sequência, a Fapeam realiza ações administrativas, técnicas e científicas dentro das suas competências para alavancar C,T&amp;I no Amazonas.</p>
<p>A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (SECT), o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) promoveram o Curso de Políticas Públicas de C,T&amp;I, no período de 16 a 20 de abril de 2012, no Sebrae-AM, é mais uma prova de que o Amazonas investe em formação de profissionais para avançar na oferta de C,T&amp;I, com o objetivo de atender às demandas atuais e futuras por esse motor de desenvolvimento socioeconômico. Gestores e técnicos de instituições públicas e privadas discutiram durante esses cinco dias sobre como C,T&amp;I podem ser dinamizadas no Estado e compreenderam melhor como se processa a realização da propriedade intelectual, quais são os avanços da C,T&amp;I no Brasil e no mundo, as diferenças entre dados e indicadores. Houve ainda durante o curso, a apresentação de casos de sucesso da colaboração universidade-empresa no Amazonas, com resultados que geraram vagas de trabalho, renda e elevação na qualidade de vida de pesquisadores, trabalhadores, empresários e sociedade.</p>
<p>Os caminhos em construção no Amazonas tornam clara a necessidade da definição e publicação de uma Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação para o horizonte dos próximos dez ou quinze anos no Amazonas, diante da qual as instituições de pesquisa e de tecnologia estejam integradas ao Governo Estadual e às empresas; todas em cooperação para fazer ainda mais ciência com a incorporação de tecnologia e inovação aos produtos e aos processos planejados e realizados no Estado do Amazonas.</p>
<p>Nesse bojo de transformações, sem atropelos, o Estado do Amazonas poderia criar uma Política Industrial Estadual, também com horizonte de dez ou quinze anos, a qual poderia utilizar como base as premissas do Plano Brasil Maior (PBM), que nada mais é do que a Política Industrial Brasileira. Fundamentada no PBM, a Política Industrial Estadual do Amazonas poderia incentivar empresas em diferentes áreas, incluindo a bioindústria, na qual as matérias primas regionais começariam a ser incorporadas em processos produtivos sob os princípios da Economia Verde – baixo carbono, racionalidade no uso dos recursos e inclusão social.</p>
<p>Nessa linha, as novas empresas se instalariam sob a batuta da Política Industrial Estadual e teria direito aos incentivos fiscais da região, de acordo com a localização geográfica dentro do Estado, além de outros mecanismos de incentivos fiscais que poderiam ser criados pelo Estado, cujos resultados seriam a geração de vagas de trabalho, renda, pagamento de impostos e, no médio prazo, o surgimento de empresas com a capacidade de se integrarem em cadeias produtivas já existentes nas indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).</p>
<p>As novas empresas se somariam àquelas já em funcionamento no PIM, e assim robusteceriam ainda mais a economia amazonense e, quem sabe, iniciaria então o processo de redução do nível de dependência da Economia da Zona Franca de Manaus.</p>
<p>Portanto, os investimentos já realizados e em processo de realização no Amazonas, nas áreas de C,T&amp;I, combinados à capacitação de gestores públicos de diferentes instituições durante o Curso promovido pela SECT no Amazonas, são indicações de que aprender a a interpretar as diferentes legislações de C,T&amp;I, tomar providências para a aquisição da propriedade intelectual e registrar suas inovações tecnológicas e suas produções científicas representa um avanço rumo ao monitoramento e às avaliações dos resultados do enfrentamento de desafios que somente C,T&amp;I poderão vencer.</p>
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		<title>Malva e juta no Amazonas: do que se trata exatamente?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 23:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A juta é uma planta típica de região de várzea; a malva é uma planta inicialmente de terra firme, mas depois adaptada também à região de várzea. No Amazonas, a malva e a juta são cultivadas nos municípios de ANAMÃ, ANORI, BERURI, CODAJÁS, COARI, CAREIRO DA VÁRZEA, CAAPIRANGA, ITACOATIARA, IRANDUBA, MANAQUIRI, MANACAPURU, PARINTINS. A área [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A juta é uma planta típica de região de várzea; a malva é uma planta inicialmente de terra firme, mas depois adaptada também à região de várzea. No Amazonas, a malva e a juta são cultivadas nos municípios de ANAMÃ, ANORI, BERURI, CODAJÁS, COARI, CAREIRO DA VÁRZEA, CAAPIRANGA, ITACOATIARA, IRANDUBA, MANAQUIRI, MANACAPURU, PARINTINS. A área total de plantio é de aproximadamente 12.380 hectares, onde foram colhidas aproximadamente 14.700 toneladas de malva e juta entre 2010 e 2011.</p>
<p>Sendo culturas de várzea, os malvicultores e os juticultores trabalham durante boa parte do tempo de uma jornada de trabalho em ambiente inóspito, frequentemente dentro d’água, principalmente na época da colheita, quando o caule (haste) da planta é cortado, para depois permanecer imerso na água para facilitar a retirada da casca (envira), a qual depois de limpa revela as fibras de malva e juta. Esse processo é secular e não têm sido criadas infraestruturas capazes de melhorar significativamente a qualidade de vida desses trabalhadores, assim como aumentar a produtividade e a eficiência de todo o processo, cujo resultado desejado seria o aumento da competitividade do produto no mercado nacional e internacional.</p>
<p>O cultivo de malva e juta é representativo no Amazonas, e, a juta foi uma das principais culturas economicamente viáveis no período da estagnação econômica da região amazônica no período pós-ciclo da borracha. Portanto, embora a juta e a malva tenham sido substituídas pelas fibras sintéticas e outros tipos de embalagens no final da década de 80, nos dias atuais os cenários econômicos nacional e mundial apresentam-se diferentes daquele há 32 anos. Isso significa o surgimento de oportunidades para a criação de programas econômicos para o desenvolvimento do cultivo de malva e juta no Amazonas, bem como o incentivo e o apoio à indústria de sacaria, artesanato e tantos outros produtos, cujas matérias primas são as fibras de malva e juta do Amazonas. Porque dessa forma agrega-se valor às fibras naturais e aumenta-se a competitividade dos produtos finais no mercado, uma vez que os mesmos tornam-se ambientalmente corretos.</p>
<p>Para que a competitividade das fibras de malva e juta seja aumentada, inicialmente, há necessidade de as três esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal), após demandadas pelos juticultores, meio acadêmico e empresários da indústria de sacaria de fibras naturais no Amazonas, elaborarem lei de proteção a essas culturas e além disso criarem as condições para o estabelecimento de infraestruturas capazes de melhorar o processo de produção das fibras e de produção de sacaria no Amazonas.</p>
<p>A partir da colheita, o processo segue com o corte, a maceração, a lavagem, a secagem e o enfardamento das fibras. Segundo informações de técnico do setor de malva e juta do Estado do Pará, o valor de uma diária do malvicultor/juticultor em relação ao preço de um quilograma de fibra de malva/juta é o seguinte, no tempo: em 1938 &#8211; 2 kg  = 1 diária; em 1958 &#8211; 6 kg =  1 diária; em 1968 &#8211; 8,5 kg = 1 diária; em 1997 &#8211; 10 kg = 1 diária. Logo se percebe o quanto tem sido baixo o valor de uma diária desses trabalhadores. Pois trabalhar 6 ou 8 horas por dia e receber apenas o valor correspondente a essas quantidades de fibra é muito pouco, considerando-se a quantidade produzida diariamente por cada trabalhador ou trabalhadora, e, o preço de um quilo de fibra de malva e juta. Mesmo que o Governo Estadual do Amazonas tenha estabelecido um preço mínimo para o quilograma do produto, a fim de proteger malvicultores e juticultores, estes continuam ganhando muito pouco.</p>
<p>Deixa-se de publicar o valor atual da diária desses trabalhadores no Amazonas, porque não havia sido encontrada essa informação na ocasião do fechamento desse texto.</p>
<p> Nos dias 08 e 09 de março de 2012, o Núcleo de Socioeconomia da UFAM (<a href="http://nusec.blogspot.com/">http://<strong>nusec</strong>.blogspot.com</a><cite>) </cite>realizou o <strong><em>I Seminário das Culturas de Juta e Malva no Estado do Amazonas: estado da arte, inovações sociotecnológicas e perspectivas</em></strong>, no Auditório Paulo Bührnheim, no Minicampus da UFAM, no horário das 08:00h às 12:30h. A Coordenação foi da Professora Dra. Therezinha de Jesus Pinto Fraxe, agraciada com o Prêmio Samuel Benchimol, na edição de 2010, destacando-se na categoria Projeto de Natureza Econômica. O objetivo do I Seminário das Culturas de Juta e Malva foi <em>Avaliar e discutir a cadeia produtiva da juta e malva no estado do Amazonas, objetivando agregar valor em toda a rede, desde o produtor até a empresa produtora de sacos de fibras naturais no Amazonas.</em></p>
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		<title>As Damas de Ferro</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 19:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[damas de ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Brandão Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>

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		<description><![CDATA[A britânica Margaret Thatcher recebeu a denominação de “A Dama de Ferro” pela imprensa mundial, em razão do seu poder político-econômico no Reino Unido e nas tomadas de decisões políticas mundiais, nos anos 1980. A história do Reino Unido comporta um capítulo para tratar da personalidade política de Thatcher, assim como das características pessoais da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A britânica Margaret Thatcher recebeu a denominação de “A Dama de Ferro” pela imprensa mundial, em razão do seu poder político-econômico no Reino Unido e nas tomadas de decisões políticas mundiais, nos anos 1980. A história do Reino Unido comporta um capítulo para tratar da personalidade política de Thatcher, assim como das características pessoais da mulher Margaret Thatcher.</p>
<p><a href="http://blogs.d24am.com/educonomia/files/2012/03/margaret-thatcher1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-803" title="margaret thatcher" src="http://blogs.d24am.com/educonomia/files/2012/03/margaret-thatcher1-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></a></p>
<p><strong>Margaret Thatcher</strong></p>
<p>O que é e de onde vem o termo “Dama de Ferro”? Como encontrado no Wikipedia, “<em>A <strong>dama de ferro</strong>, também conhecida como ‘Virgem de Ferro’ ou ‘Donzela de Ferro’ devido a alguns exemplares tidos como medievais trazerem uma representação da face da <a title="Virgem Maria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Virgem_Maria">Virgem Maria</a>, é um instrumento de <a title="Tortura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tortura">tortura</a> e execução. Esse nome corresponde ao original germânico Eiserne Jungfrau e o instrumento consiste em uma cápsula de <a title="Ferro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferro">ferro</a> com uma fronte esculpida, suficientemente alta para enclausurar um ser humano. Possui <a title="Dobradiça" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dobradi%C3%A7a">dobradiças</a> e abre como um <a title="Ataúde" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ata%C3%BAde">ataúde</a>”</em>.</p>
<p>Quem tiver interesse em aprender um pouco sobre quem foi Margaret Thatcher descobrirá o quanto é equivocado querer pluralizar “A Dama de Ferro” para “As Damas de Ferro”. Equívoco tacanho, porque o símbolo representado pela denominação “Dama de Ferro¨ cabe somente à Margaret Thatcher e não a um grupo de pessoas do sexo feminino, escolhido por critérios não universais, em quaisquer lugares do mundo.</p>
<p>Para os jovens e as jovens, principalmente aqueles que não haviam nascido quando a Dama de Ferro influenciava fortemente as decisões políticas e econômicas no Reino Unido e no mundo, cabe transcrever um pouco da história de Margaret Thatcher, conforme o Wikpedia: “Nascida <strong>Margaret Roberts</strong> na localidade de Grantham, em <a title="Lincolnshire" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lincolnshire">Lincolnshire</a>, <a title="Inglaterra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra">Inglaterra</a> Thatcher estudou <a title="Química" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica">ciências químicas</a> na <a title="Universidade de Oxford" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Oxford">Universidade de Oxford</a> antes de se qualificar como <a title="Barrister" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barrister">barrister</a>. Nas eleições gerais de <a title="1959" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1959">1959</a> no <a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido">Reino Unido</a> ela foi eleita parlamentar pela região de Finchley. <a title="Edward Heath" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Heath">Edward Heath</a> nomeou Thatcher <a title="Department for Education and Skills" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Department_for_Education_and_Skills">secretária do Departmento de Educação e Habilidades</a> em seu governo de 1970. Em 1975 ela foi eleita líder do <a title="Partido Conservador do Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Conservador_do_Reino_Unido">Partido Conservador</a>, sendo a primeira mulher a liderar um dos <a title="Anexo:Lista de partidos políticos no Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_no_Reino_Unido">principais partidos</a> do <a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido">Reino Unido</a>, e em 1979 ela se tornou a primeira mulher a ser <a title="Primeiro-ministro do Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro-ministro_do_Reino_Unido">primeira-ministra</a> do <a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido">Reino Unido</a>.</p>
<p>Ao liderar o <a title="Governo de Sua Majestade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_de_Sua_Majestade">governo do Reino Unido</a>, Thatcher estava determinada a reverter o que via como o declínio nacional de seu país.<sup><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher#cite_note-0">[1]</a></sup>. Suas políticas <a title="Economia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia">econômicas</a> foram centradas na <a title="Desregulamentação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Desregulamenta%C3%A7%C3%A3o">desregulamentação</a> do <a title="Setor financeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Setor_financeiro">setor financeiro</a>, na flexibilização do <a title="Mercado de trabalho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_de_trabalho">mercado de trabalho</a> e na <a title="Privatização" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Privatiza%C3%A7%C3%A3o">privatização</a> das ineficientes empresas estatais. Sua popularidade esteve baixa em meio a <a title="Recessão econômica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Recess%C3%A3o_econ%C3%B4mica">recessão econômica</a> iniciada com a <a title="Crise do petróleo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_do_petr%C3%B3leo">Crise do petróleo</a> de <a title="1979" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1979">1979</a>; no entanto, uma rápida recuperação econômica, além da vitória britânica na <a title="Guerra das Falklands" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_das_Falklands">Guerra das Falklands</a>, fizeram ressurgir o apoio necessário para sua reeleição em <a title="1983" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1983">1983</a>.</p>
<p>Devido ao fato de Thatcher ter sobrevivido a uma tentativa de <a title="Assassinato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assassinato">assassinato</a> em <a title="1984" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1984">1984</a>, de sua dura oposição aos <a title="Sindicatos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sindicatos">sindicatos</a> e de sua forte crítica à <a title="União Soviética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica">União Soviética</a>, foi apelidada de &#8220;<a title="Dama de Ferro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dama_de_Ferro">Dama de Ferro</a>&#8220;. Thatcher foi reeleita para um terceiro mandato em 1987, mas sua impopular visão crítica à criação da <a title="União Europeia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europeia">União Europeia</a> lhe fez perder apoio em seu partido, renunciando aos cargos de primeira-ministra e líder do partido em <a title="1990" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1990">1990</a>.</p>
<p>Thatcher tem um título vitalício de <a title="Pariato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pariato">pariato</a> como Baronesa Thatcher de Kesteven, que a intitula a sentar na <a title="Câmara dos Lordes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_dos_Lordes">Câmara dos Lordes</a>.</p>
<p>Sobre o <a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil">Brasil</a>, disse em entrevista, em <a title="Março" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A7o">março</a> de <a title="1994" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994">1994</a>, à <a title="Revista Veja" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_Veja">revista Veja</a> (edição 1330)<sup><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher#cite_note-1">[2]</a></sup>:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top"> </td>
<td>“<em>Parece-me bem claro que o Brasil não teve ainda um bom governo, capaz de atuar com base em princípios, na defesa da liberdade, sob o império da lei e com uma administração profissional. Bastaria um período assim, acompanhado da verdadeira liberdade empresarial, para que o país se tornasse realmente próspero</em>”.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao pensar e falar em Dama de Ferro, não deve-se desconsiderar o seguinte conteúdo do Wikipedia: <em>“</em><em>A ‘dama de ferro’ é tida como própria da <a title="Idade Média" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia">Idade Média</a>, mas há estudos que afirmam não ter sido a mesma inventada antes do século XVIII.<sup><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dama_de_ferro#cite_note-Vortrag_Klaus_Graf-0">[1]</a></sup> Não se conhecem exemplares de &#8220;damas de ferro&#8221; anteriores a 1793, quando os aparelhos de tortura medieval foram catalogados em atendimento à fascinação de colecionadores do <a title="Macabro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macabro">macabro</a></em>”. Porém, o apelido “A Dama de Ferro” é singular e pertence à Senhora Margaret Thatcher; não há pluralização desse apelido.</p>
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		<title>As Damas de Ferro</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 16:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>SUFRAMA: 45 anos de desafios e sucessos</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Brandão Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Suframa]]></category>

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		<description><![CDATA[A contextualização de criação da Zona Franca de Manaus e a regulamentação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) estão publicadas em artigo (http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/suframa-as-aprendizagens-de-uma-quarentona/44762/) que escrevi em maio de 2010, quando a Política de Desenvolvimento Socioeconômico da Zona Franca de Manaus completou 43 anos.
Agora, ao completar 45 anos de existência, em 28 de fevereiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A contextualização de criação da Zona Franca de Manaus e a regulamentação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) estão publicadas em artigo (<a href="http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/suframa-as-aprendizagens-de-uma-quarentona/44762/">http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/suframa-as-aprendizagens-de-uma-quarentona/44762/</a>) que escrevi em maio de 2010, quando a Política de Desenvolvimento Socioeconômico da Zona Franca de Manaus completou 43 anos.</p>
<p>Agora, ao completar 45 anos de existência, em 28 de fevereiro de 2012, a Suframa tem o desafio de confirmar a eficiência na administração dos incentivos fiscais e a eficácia na elevação do nível de emprego e geração de renda local e regional. A clareza, no entanto, do funcionamento da atual política econômica mundial e nacional criou uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento socioeconômico da Região Amazônica.</p>
<p> O papel da Suframa diante dessa oportunidade está fundamentado na sua história política e estratégica. A crise econômica atual em parte da Europa, o crescente desemprego nos Estados Unidos e a luta do mundo asiático pela manutenção do desempenho das suas economias produzem um cenário a ser analisado pelo Governo Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a economia nacional, via revisão dos planos de desenvolvimento regionais. Essa é a grande oportunidade da Suframa.</p>
<p> Pensar no desenvolvimento da Amazônia é pensar na reunião dos governos Federal e Estaduais amazônicos para o estabelecimento de um Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia, que seja claro, factível, participativo, racional e proativo. Não se trata de um Plano megalomaníaco e muito menos um Plano cientificamente elaborado. Trata-se da reunião do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Ministério do Interior, governos estaduais amazônicos, para a revisão dos planos atuais de desenvolvimento e a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Regional da Amazônia que contenha de forma clara quais são as responsabilidades de cada uma das esferas políticas em relação à Amazônia Oriental e à Amazônia Ocidental, bem como quais são as fontes dos recursos financiadores dos projetos e ações definidos nos planos regional e estaduais.</p>
<p>É preciso estar claro em um Plano Regional de Desenvolvimento, ao qual deverão se subordinar os Planos estaduais de desenvolvimento, como o Governo Federal e o Governo Estadual atuarão no desenvolvimento socioeconômico da Amazônia. Os diagnósticos e os mapeamentos para a identificação das necessidades da região amazônicas já foram realizados diversas vezes e encontram-se disponíveis em documentos, em projetos arquivados nas instituições públicas e privadas existentes na Amazônia, nos mais diferentes setores e áreas. Na Amazônia, sabe-se de cor e salteado quais são os problemas de infraestrutura, de saúde, educação, mobilidade urbana, energia elétrica, transporte coletivo, abastecimento de água, habitação, qualificação profissional, navegação fluvial, logística convencional, logística reversa, construção naval, escassez de investimentos em pesquisa, ciência, biotecnologia, inovação e tantas outras.</p>
<p>A Amazônia precisa muito mais de pessoas dispostas a trabalhar, de Ciência, Tecnologia, Educação, investimentos em diversos setores e criação de vagas de trabalho, do que de políticas restritivas promotoras de entraves ao desenvolvimento. A Amazônia não precisa de ajuda, porque não é subnormal e nem miserável como muitos querem fazê-la parecer; muito menos a Amazônia quer permanecer para todo o sempre sendo potencialmente rica de tudo, enquanto a qualidade de vida da maioria dos seus habitantes não não se materializa. A Amazônia precisa de cooperação, parcerias, efetivação de planejamentos e práticas voltadas ao crescimento e ao desenvolvimento. O papel do Governo Federal nesse cenário é criar as condições para que os tomadores de decisões públicos e privados e as populações que residem na Amazônia possam trabalhar e gerar renda, a partir do trabalho intelectual e instrumental, aliado à cientificidade, à criatividade e aos conhecimentos técnicos que mantêm os resultados econômicos, sociais e culturais na região desde a época da extração do látex das seringueiras.</p>
<p>Em 2012, ao completar 45 anos de enfrentamento de desafios e conquistas de sucessos, a Superintendência da Zona Franca de Manaus tem evoluído no cenário amazônico, onde ela mesma nasceu. A Amazônia atual não possui economia baseada no extrativismo como acontecia até o início do século XX. Os resultados dos faturamentos dos diferentes polos industriais da Zona Franca de Manaus revelam sistemas produtivos tecnologicamente integrados às demandas do mundo capitalista.</p>
<p>A população amazônica tem a impressão, às vezes, que o Brasil ainda não aprendeu como funciona a economia da Amazônia, por isso as arengas e picicas na área de política econômica entre São Paulo e a Amazônia; e também entre outros estados e a Amazônia. Desavenças tributárias contrárias à política de desenvolvimento em vigor na Zona Franca de Manaus, como se a Amazônia pertencesse a um país diferente do Brasil. O Brasil parece não compreender as <a href="http://www.fiscosoft.com.br/a/5pf2/incentivos-fiscais-limitacoes-constitucionais-e-legais-kiyoshi-harada" target="_blank">diferenças entre incentivo fiscal e isenção tributária</a>; na Amazônia Ocidental, a Suframa administra incentivos fiscais.</p>
<p>A reunião dos governos Federal e estaduais amazônicos para a elaboração de um Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia é uma necessidade urgente; quem vive na Amazônia é quem sabe quais são as prioridades da região, dos estados, dos municípios. Ao Governo Federal cabe zelar para que a Constituição Federal seja cumprida, enquanto cria as condições necessárias ao desenvolvimento regional, estadual e municipal. O Governo Federal também não pode violar determinadas regras do capitalismo; por exemplo, o dinheiro é a mola mestra para o desenvolvimento da maioria das atividades. Sem dinheiro não há condição de crescer e muito menos de desenvolver pessoas, sociedades, regiões, estados, cidades, municípios e localidades. E, se por acaso, houve alguma alteração nessa regra da economia capitalista, o Governo Federal precisa revelar à Amazônia quais são os procedimentos para criar as condições de crescimento e desenvolvimento socioeconômico sem dinheiro.</p>
<p>Para aprender como funcionam os incentivos fiscais da ZFM administrados pela SUFRAMA é só acessar<strong> <a href="http://www.suframa.gov.br/noticias/indexNoticias.cfm">http://www.suframa.gov.br/noticias/indexNoticias.cfm</a></strong> e baixar o Marco Regulatório e a Cartilha dos Incentivos Fiscais da Zona Franca de Manaus, Amazônia Ocidental e Áreas de Livre Comércio – ALC’s. Documentos criteriosos e tecnicamente elaborados e atualizados por técnicos competentes, o Marco e a Cartilha estão disponíveis na Internet sem qualquer ônus. Além do conteúdo técnico, os dois compêndios apresentam conhecimentos históricos e fundamentações teóricas valiosas que esclarecem leis, normas e procedimentos neles citados.</p>
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		<title>O Galo de Manaus</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 20:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O Galo de Manaus já pertence aos igarapés, aos beiradões, às várzeas, às invasões, às florestas, aos grandes rios e aos igapós. Nasceu manauense, para depois tornar-se amazonense e agora é verdadeiramente brasileiro. Aproximadamente 30.000 pessoas iniciaram o desfile com o  Galo de Manaus ao som do frevo rasgado soprado, batido e dedilhado em cima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Galo de Manaus já pertence aos igarapés, aos beiradões, às várzeas, às invasões, às florestas, aos grandes rios e aos igapós. Nasceu manauense, para depois tornar-se amazonense e agora é verdadeiramente brasileiro. Aproximadamente 30.000 pessoas iniciaram o desfile com o  Galo de Manaus ao som do frevo rasgado soprado, batido e dedilhado em cima de um trio elétrico gigante.</p>
<p>Desde o local da concentração, onde a praça na frente da UEA da Darcy Vargas ficou pequena, até o início do desfile do Galo, a multidão de foliões seguiu subindo e depois descendo ladeira, passando debaixo de viaduto e chegou no bairro Dom Pedro II com a mesma vibração inicial.</p>
<p>O &#8220;frevolê&#8221; vestido por muitos seguidores do Galo de Manaus estava de arrasar, cores vivas e confeccionado em material que não fez calor e deixou os foliões à vontade. Estão de parabéns a diretoria, os músicos, os foliões e também os sambistas e os brincantes que se fizeram presentes na folia do Galo de Manaus. Porque ali naquela frevança havia energia de Capiba, Claudionor Germano (pai), Luiz Gonzaga,Alceu Valença, Tonheta,  Homem da Meia Noite, Menina da Tarde, Maracatus de baque solto e Maracatus de baque virado. Foi nesse ambiente de frevo de BICHO MALUCO BELEZA, PITOMBEIRAS, ELEFANTE e OLINDA, QUERO CANTAR!, que o Galo fez a festa no Carnaval 2012, em Manaus.</p>
<p>No local da chegada do Galo de Manaus, no bairro Dom Pedro II, havia aproximadamente mil pessoas esperando o Galo.  Ali a folia  ganhou mais fôlego. Seguramente, o Galo de Manaus fez um carnaval com 35.000 pessoas, porque no caminho da Darcy Vargas até o Dom Pedro II o Galo vai agregando simpatizantes de vários gostos.  Quem não foi dessa vez, agora só em 2013.</p>
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		<title>O elixir do Coronel Apurinã</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[alto Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Apurinã]]></category>
		<category><![CDATA[Belém-PA]]></category>
		<category><![CDATA[Chá]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ver-o-Peso]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>

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		<description><![CDATA[Os remédios naturais eficazes são preparados com substâncias quase sempre não reveláveis. No caso do elixir do Coronel Apurinã, a fórmula pode ser compreendida e decifrada quando se tem cuca fresca e acima de tudo um desconfiômetro sempre ligado. Vale a pena acompanhar todo o texto para perceber como os nexos das coisas nem sempre estão nas coisas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As férias dão um sentimento de mundialização na gente. A idéia de que as possibilidades de interações entre a gente e as outras pessoas estão ampliadas, e isso talvez seja em virtude de estarmos fora do nosso habitat natural, assim inexistem concorrências e disputas. As férias relaxam as expectativas e nos tornamos mais tolerantes para ouvir as pessoas, mesmo quando o assunto não pareça interessante inicialmente. Foi assim, nesse <em>estou-em-férias</em> que ouvi a história do elixir do Coronel Apurinã, a qual descrevo a partir do próximo parágrafo.</p>
<p> Ao passar nas imediações do Mercado Ver-o-Peso, na cidade de Belém-PA, o doutor Queiroz viu uma placa pendurada na parede de uma casa comercial, com a seguinte informação: “<em>Temos o chá do Coronel Apurinã. Cura febre, dor de cabeça, verminose, dor nas pernas e malária</em>”. Embora estivesse preocupado com as dificuldades atuais da escassez de dinheiro depois da aposentadoria, o doutor Queiroz logo teve uma idéia e resolveu entrar na casa comercial.</p>
<p>Lá dentro, uma velha magra e sorridente atendeu o doutor Queiroz, que logo perguntou pelo Coronel Apurinã. Não demorou muito, surgiu o Coronel Apurinã, um cabôco com traços indígenas que foi logo perguntando o que o visitante desejava. Doutor Queiroz informou sobre o seu interesse no chá. Antes que o Coronel Apurinã concluísse a sua propaganda sobre as curas maravilhosas proporcionadas pelo chá, doutor Queiroz avisou que o assunto era particular. Foi levado para uma sala mais interior, onde tomou assento juntamente com o cabôco.</p>
<p>Informado sobre o preço de uma dose da beberagem, o doutor Queiroz propôs negócio ao Coronel Apurinã. Os dois poderiam enriquecer rapidamente se fizessem uma sociedade para vender o chá em grande escala. E explicou detalhadamente ao Coronel Apurinã quais seriam as estratégias para ganhar bastante dinheiro. Melhorariam o anúncio colocado na parede do estabelecimento, além de fazer publicidade nos dois maiores jornais de Belém. Identificou-se como médico aposentado e incentivou o cabôco ao alertá-lo sobre a necessidade de ter alguém tecnicamente preparado para aumentar a confiança do público naquele chá. O Coronel Apurinã prometeu pensar no assunto e pediu um prazo até a segunda-feira; ainda era sábado pela manhã.</p>
<p>Na tarde de sábado, o doutor Queiroz estava ansioso e retornou ao estabelecimento para arriscar receber uma resposta. O Coronel Apurinã concordou com a proposta e já começou a imaginar-se rico, quando retornaria para Faro e compraria algumas fazendas para viver tranquilo.</p>
<p>Os trabalhos da sociedade se iniciaram na segunda-feira seguinte com a aposição do novo anúncio na placa e também publicação nos dois principais jornais de Belém. “<em>O chá do Coronel Apurinã cura febre amarela, dor de cabeça, verminose, dor nas pernas, malária, tosse, lepra, mordida de cobra, diarréia e todos os tipos de coceiras”. </em>No dia seguinte, o número de clientes havia aumentado de 10 pessoas por dia para 80 pessoas e cada interessado pagava R$ 30,00 pela consulta e mais R$ 20,00 por uma dose do chá. Na divisão do dinheiro ao final de cada dia, metade era do Coronel e a outra metade cabia ao doutor Queiroz.</p>
<p>Quase um mês<em> </em>depois de iniciada a sociedade, o doutor Queiroz ainda insatisfeito com os lucros do negócio resolveu colocar em prática outras estratégias: fez publicar nos dois jornais que o Coronel Apurinã era um grande fazendeiro da cidade de Faro que conviveu durante anos com os indígenas do Alto Xingu, com os quais aprendeu a preparar o elixir, que cura<em> febre amarela, dor de cabeça, verminose, dor nas pernas, malária, tosse, lepra, picada de cobra, diarréia, tuberculose, problemas de pressão arterial,  males do coração,  e todos os tipos de coceiras; o doutor Queiroz, médico conhecido no Estado,  era o profissional responsável pela fórmula do elixir.</em>  A mudança da denominação da beberagem de chá para elixir foi idéia do doutor Queiroz, para dar mais credibilidade ao produto.</p>
<p>A partir do segundo mês de trabalho, o doutor Queiroz vendo o aumento constante de clientes resolveu aumentar a consulta para R$ 40,00 e a dose do elixir passou a custar R$ 30,00. Somente o Coronel Apurinã sabia a fórmula da beberagem; era ele quem entregava a dose a cada cliente. As tentativas do doutor Queiroz  para descobrir a fórmula haviam sido todas em vão.</p>
<p>Todos os dias, no horário das 12:00 h às 14:00 h a cidade quase parava, os estabelecimentos comerciais fechavam as suas portas. O Coronel Apurinã fechava a porta da sua sala e aproveitava para dormir logo após o almoço. O doutor Queiroz não concordava com aquele costume do lugar, porque achava que estava perdendo dinheiro. E o Coronel Apurinã já havia avisado ao doutor Queiroz que do dia primeiro do mês de janeiro de cada ano até o último dia da quarta semana desse mesmo mês não haveria elixir para as consultas. Um dia, por volta das 13:00 h, chegou um casal carregando uma jovem que não andava havia semanas. De acordo com os seus pais, a garota ouviu o canto de um pássaro misterioso e a partir daquele dia tornou-se esmorecida, sem vontade para fazer qualquer coisa, reclusa no quarto e sem desejo de se relacionar com o mundo e sem condi;cões de andar. Os pais estavam ali em busca da cura, pois a fama do elixir do Coronel Apurinã já estava conhecida em todo o Estado. O casal acreditava que a solução para o problema da jovem estava no elixir, pois a garota demonstrava interesse quando os pais falavam em procurar o elixir do Coronel Apurinã.</p>
<p>Doutor Queiroz ficou aflito. O Coronel Apurinã encontrava-se trancado na sua sala, dormindo, exatamente onde se encontravam as garrafas do elixir. Doutor Queiroz pediu que o casal o aguardasse ali mesmo na sala de recepção e foi lá dentro buscar uma solução. Quando, de repente, entrou no banheiro e viu uma bacia cheia de água suja; conseguiu um copo grande e rapidamente o encheu com aquela água. Correu para a sala e, com a ajuda dos pais da jovem, o conteúdo do copo foi todo engolido pela jovem esmorecida, ainda deitada.</p>
<p>Doutor Queiroz orientou os pais para que colocassem a jovem de pé, e, ao mesmo tempo incentivou-a a andar. A jovem começou a dar os primeiros passos, enquanto os pais entusiasmados falavam que se tratava de um milagre; para em seguida informar ao doutor Queiroz que embora não tivessem tanto dinheiro pagariam muito bem por aquela cura. Perguntaram-lhe o preço da cura. Depois de ter o coração acelerado, doutor Queiroz disse ao casal que, embora por tivesse sido um atendimento especial naquela hora do intervalo do almoço, o valor a ser pago ficaria por conta do casal. Assim, o pai da jovem ofereceu R$ 27.000,00. O casal não tinha todo o dinheiro em espécie, mas pagaram R$ 7.000,00 em dinheiro e o restante em cheque. Doutor Queiroz aceitou e a jovem saiu do estabelecimento andando, enquanto sorria.</p>
<p>O Coronel Apurinã não tomou conhecimento desse fato, pois o doutor Queiroz nada lhe contou. No dia seguinte, ao dirigir-se para o trabalho, o doutor Queiroz comprou um dos principais jornais da cidade e leu uma notícia sobre a futura investigação da fórmula do elixir do Coronel Apurinã, a qual era desconhecida dos órgãos competentes e não havia sido registrada legalmente. O doutor Queiroz aproveitou a notícia e mostrou ao Coronel Apurinã, enquanto pedia para ser informado sobre o conteúdo da fórmula, porque somente assim ele poderia se defender diante das autoridades, se por acaso a investigação ocorresse, pois ele era o profissional técnico responsável pelo elixir. Depois de duas horas de conversa dentro do expediente e mais três horas de jantar e alguns tragos de boa cachaça, o Coronel Apurinã aproximou-se do ouvido do doutor Queiroz e revelou-lhe a fórmula. Naquele dia o doutor Queiroz quase não dormiu, de tão emocionado que se encontrava.</p>
<p>Três dias depois de ter revelado a fórmula ao doutor Queiroz, o Coronel Apurinã comprou um jornal enquanto se dirigia aos Correios para postar uma carta. Ao ler o jornal, o Coronel ficou nervoso ao ler a notícia sobre a apresentação e venda da fórmula do elixir para um laboratório inglês dentro de duas próximas semanas, pelo doutor Queiroz, ao preço de US$ 700.000,00. Após guardar o jornal, o Coronel Apurinã compreendeu os interesses do doutor Queiroz, mas nada lhe disse. Ao final da tarde do dia seguinte, era uma sexta-feira, o Coronel Apurinã convidou o doutor Queiroz para experimentar uma cachaça especial vinda da sua terra natal. Feliz por já ter conhecimento da fórmula do elixir, doutor Queiroz aceitou o convite e avisou que somente beberia uma dose porque a esposa o esperava para o jantar daquela noite. E assim aconteceu. O Coronel Apurinã serviu apenas uma dose da cachaça especial ao doutor Queiroz, que elogiou o aroma e o sabor da bebida.</p>
<p>Dois minutos depois de ter ingerido a cachaça do Coronel Apurinã, o doutor Queiroz caiu morto. Antes de abandonar a sala e fugir da cidade, o Coronel Apurinã observou que parte de um envelope branco aparecia fora do bolso do paletó do defunto doutor Queiroz. Ao abrir o envelope, o Coronel Apurinã encontrou um papel com o seguinte texto: Memorando número 1957, do Laboratório Inglês, para o doutor Queiroz – Após ter avaliado a fórmula do elixir do Coronel Apurinã, na qual <em>se deve imprimir uma cópia de postagem publicada em um dos principais blogs da cidade na quarta semana do mês de janeiro de cada ano e mais comentada pelos leitores; triturar o papel impresso com a postagem e misturar em uma bacia com 14 litros de água que lavaram os pés dos sete políticos menos importantes da cidade na data da publicação da postagem; e manter a bacia com a beberagem em ambiente fresco e na sombra. A dose a ser receitada a cada cliente deve conter entre 200 e 300 ml da beberagem, não mais que isso</em>. <em>Informo-vos também que este laboratório não tem interesse em comprar e patentear a referida fórmula. </em>O Coronel Apurinã enfiou o papel no envelope e colocou-o novamente no bolso do paletó do moribundo Queiroz e desapareceu no mundo.</p>
<p>A polícia encontrou o corpo do doutor Queiroz, vasculhou todo o estabelecimento comercial e não encontrou qualquer prova do elixir; não encontrou qualquer prova sobre o paradeiro do Coronel Apurinã.</p>
<p>Será que cabôco é bobo? É bobo nada!</p>
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		<title>Fonte Boa e Saubara: tão distantes e tão similares</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 02:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Fonte Boa]]></category>
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		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Recôncavo Sul da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Saubara]]></category>
		<category><![CDATA[Saubarense]]></category>

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		<description><![CDATA[O município de Fonte Boa tem similaridades com o município de Saubara, mas o primeiro está no Alto Solimões, no Estado do Amazonas, enquanto o segundo fica na região do Recôncavo Sul da Bahia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O município de Fonte Boa pertence ao Estado do Amazonas; fica lá na Mesorregião do Alto Solimões. Povoado desde a segunda metade do século XVII, com a força e a dedicação do Padre Samuel Fritz, orientado pelo Governo Espanhol. E a Saubara é um município pertencente ao Estado da Bahia, localizado na região do Recôncavo Sul daquele Estado, na Mesorregião Metropolitana de Salvador. A povoação da Saubara foi iniciada na segunda metade do século XVII. As coordenadas geográficas da Saubara são 12° 44&#8242; 16&#8243; S e 38° 46&#8242; 08&#8243; O. E as coordenadas geográficas de Fonte Boa são <span style="font-family: Arial;font-size: x-small"><span style="font-family: Arial;font-size: x-small">02° 30&#8242; 50&#8243; S e 66° 05&#8242; 30&#8243; O.</span></span></p>
<p>As semelhanças entre os municípios de Saubara-BA e Fonte Boa-AM não são poucas. Tanto lá como cá, o maior empregador é a Prefeitura Municipal; política enfática desemprega quem esteve empregado no mandato anterior quando o mandato atual é assumido por Partido Político diferente do anterior. Lá e cá, quem não está empregado vaga dia após dia sob o calor danado do verão, caçando sombras escassas em árvores nem sempre bem localizadas nas praças. Colônia de pescadores organizam a sociedade em Fonte Boa e na Saubara. No Amazonas é a água doce que rega as margens; em Fonte Boa é o rio Solimões a estrada que anda, para levar e trazer tudo de e para Fonte Boa; dá o peixe que organiza pescadores em terra firme. Na Bahia é a água salgada que lambe as praias de areias brancas; na Saubara é a colônia de pescadores que organiza a sociedade responsável pela pesca e pela mariscada, no mar e no solo do fundo mar respectivamente.</p>
<p>Se Samuel Fritz é até nome de Rua em Fonte Boa, na Saubara todos conhecem Chico Bagre que completa cem anos em 2012, embora seus documentos civis revelem apenas noventa e seis. Em Fonte Boa encontram-se muitas pessoas que conhecem a cultura, a história, a política e a educação de Fonte Boa. Na Saubara, além de Chico Bagre que tem nome de peixe, há um patriarca conhecido por todos os saubarenses, cujo nome é Zé de Imbú.</p>
<p>Zé de Imbú tem apenas setenta e cinco anos. Fala clara, raciocínio lúcido e se declara “a ratoeira da Saubara”. Para Zé de Imbú, o prefeito de uma cidade de interior tem a obrigação de visitar diariamente o principal hospital da cidade todas as manhãs, antes de iniciar o seu expediente na Prefeitura. É ali, de acordo com Zé de Imbú, que a governança municipal deve iniciar, porque a quantidade de idosos habitantes das pequenas cidades merece respeito e atendimento de excelência. Paralelamente, Zé de Imbú sugere que o prefeito preste mais atenção à educação municipal de olho no futuro municipal. Zé de Imbú ainda lembra da Governança de Getúlio Vargas e não viu avanço nos governos pós-ditadura, embora os dois mandatos do Governo Lula tenham dado inicio a algumas recuperações de dívida social e econômica junto aos brasileiros, afirma Zé de Imbú.</p>
<p>Os índios Cambébas, Omáguas e Jurimáguas habitavam as terras e as proximidades onde foi fundado o município de Fonte Boa, cujo nome tem origem na qualidade da água das suas fontes naturais; a sua padroeira é Nossa Senhora de Guadalupe. Na Saubara, os índios Tabiras e os Abatirás foram os habitantes originais daquela região do Recôncavo Sul da Bahia, na Ponta da Saubara, onde foi fundado o município. O seu padroeiro é São Domingos de Gusmão.</p>
<p> A história do município de Fonte Boa encontra-se no Livro Fonte Boa: chão de heróis, de autoria do professor Humberto Ferreira Lisboa. A história da Saubara foi escrita no Livro Saubara dos cantos, contos e encantos, de autoria de Judite Santana Barros.</p>
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		<title>Amazônia Ocidental: sem eldorado e sem contingenciamentos</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 01:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Brandão Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Ocidental]]></category>
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		<category><![CDATA[Operação Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[SPVEA.]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Franca de Manaus]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A procura e a busca de um eldorado são históricas e culturais na Amazônia. Se no passado o eldorado era anunciado pelos habitantes originais como forma de alimentar o interesse dos estrangeiros que visitavam a Amazônia, para depois matá-los com as próprias mãos ou deixá-los entregues aos desígnios da natureza Amazônica, no presente o eldorado tornou-se ícone de fato e de direito sob as mais variadas formas de necessidades possíveis na região.</p>
<p> No passado, os estrangeiros morriam na região sem jamais manter contato com o eldorado buscado e imaginado; morriam de morte matada, morriam de onça, de malária ou de loucura, enquanto o eldorado imaginado como grande fonte de ouro e outras riquezas naturais jamais fora alcançado.</p>
<p>O verdadeiro eldorado amazônico foi a borracha parida pela seringueira depois de ticada e sangrada transversalmente pelos seringueiros. Eldorado não percebido por aqueles que mais deveriam ter identificado as riquezas da borracha como o gérmen que construiria o futuro de médio e longo prazo da região. O cavalo selado passou no galope e não houve cavaleiro arraigado à Amazônia capaz de lançar-se sobre o dorso e administrar a oportunidade de acumular social, ambiental e economicamente as riquezas esvaídas para terras tão distantes naquela época.</p>
<p>O galope da oportunidade de riquezas durou de 1870 a 1912 aproximadamente, 40 a 50 anos que para muitos não teria fim; seriam riquezas eternas a produção e as receitas da economia da borracha. Conseqüência da falta de visão; da crença da história do filho pródigo, que apesar de desregrado e bonachão, mesmo assim será sempre abençoado e bem aquinhoado pelo provedor de modo farto, representado pelo látex da seringueira nesse caso. A borracha deixou de gerar riquezas e a estagnação social e econômica se agigantou durante aproximadamente 55 a 60 anos na Amazônia.</p>
<p>A retomada das relações sociais do trabalho, da geração de renda e da produção de receitas não nasceram na região nem mesmo durante a segunda guerra mundial, quando o Governo Federal incentivou os “soldados da borracha” a retomarem a produção do látex para atender a demanda dos Estados Unidos por Borracha. Enquanto a economia amazônica teve a sua recuperação estimulada a partir de práticas extrativistas, nenhum resultado satisfatório se fez presente além do tempo fausto do ciclo da borracha.</p>
<p>A ideia de eldorado continuou no imaginário amazônico. A criação da Zona Franca de Manaus em 1957 parecia o início da materialização do eldorado mais uma vez; expectativas de geração de empregos e renda, receitas e riquezas. Somente em 1967, dez anos depois da criação, a Zona Franca de Manaus foi regulamentada e a criação da Superintendência da Zona Franca de Manaus deu corpo à idéia inicial de cuidar do crescimento econômico da região sem fixar-se em práticas extrativistas. A Suframa, portanto, como agência de desenvolvimento da Amazônia responsável pela administração dos incentivos fiscais da política fiscal da Zona Franca de Manaus e da Amazônia Ocidental, tornou-se de 1967 a engenheira econômica do crescimento e do desenvolvimento Amazônico. Acontece que muitos continuaram acreditando tratar-se da concretização do eldorado potencialmente histórico e cultural da região.</p>
<p>Aqueles que não estão vivendo por viver às margens dos grandes rios amazônicos, embora nem sempre se considerem ribeirinhos, sabem muito bem que o eldorado não existia quando o mundo não era globalizado e não existe agora com o mundo achinesado. Sabe também porque a Operação Amazônia, a Superintendência de Proteção e Valorização da Amazônia e a primeira versão da Sudam não foram capazes de retirar a economia amazônica da estagnação no período pós-ciclo da borracha. A frase antiga que diz: “quem engorda o boi é o olho do dono!”, cabe muito bem neste contexto. Se os insumos que alimentam a produção na Zona Franca de Manaus são produzidos em outras latitudes e longitudes e também as fontes de receitas geradoras de emprego e renda na Zona Franca de Manaus são buscadas em outras regiões do Brasil e em outros países, então a Taxa de Serviços de Administração paga pelas empresas instaladas na área sob a jurisdição da Suframa deve ser administrada por essa autarquia federal com a autonomia que lhe confere a Constituição Federal. Somente assim, tendo esses recursos sob os seus olhos e sob a sua gerência, pode a Suframa administrar o crescimento e o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia Ocidental.</p>
<p>Enquanto o Governo Federal mantiver a política de contingenciamento dos recursos da Suframa e continuar incentivando política fiscal em outras regiões brasileiras que subvertem os objetivos definidos pelo próprio Governo Federal em 1967 como basilares para o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia,  nem a Amazônia Ocidental poderá inovar com o direcionamento da geração de empregos e renda em setores diferentes da atual indústria de transformação existente na Zona Franca de Manaus e nem o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia se aproximará daquele já construído em outras regiões brasileiras.</p>
<p>Os amazônicos e os amazônidas não vivem mais em busca e não acreditam em eldorado. A Zona Franca de Manaus gera empregos, produz e é competitiva tecnológica e economicamente, mas não acha graça nenhuma viver sob o fantasma da prorrogação do seu funcionamento; viver sob os sabores e humores de um contexto político que controla os recursos financeiros produzidos com o trabalho desenvolvido na própria região; viver na expectativa de receber como prêmio o direito de poder administrar os recursos, hoje contingenciados, que já não sabe a quem pertencem de direito e de fato.</p>
<p>Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação são necessidades na Amazônia Ocidental. Formação de mestres, doutores e pós-doutores na Amazônia é uma necessidade amazônica que a Suframa concretizava no passado quando podia administrar os recursos financeiros provenientes da Taxa de Serviços de Administração paga pelas empresas da ZFM.</p>
<p>Não se sabe, porém, porque o contingenciamento dos recursos da Suframa tornou-se permanente; não se sabe, por exemplo, quais os objetivos do Governo Federal em relação à Amazônia Ocidental. Sabe-se, no entanto, que a Amazônia Ocidental é distante geograficamente dos principal centros políticos e consumidores do Brasil, mas o que precisa-se descobrir mesmo é: qual é a proximidade entre a Política de Desenvolvimento Socioeconômico do Brasil e a Política de Desenvolvimento Socioeconômico da Amazônia Ocidental. Eu vou continuar as pesquisas, porque nem só de prorrogação de prazo de funcionamento vive uma economia, mas de recursos não contingenciados pelo Governo Federal, para agir como verdadeira agência de desenvolvimento regional.</p>
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