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	<title>Artigos</title>
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	<description>Nossa equipe de opinião. Envie seu texto, ele pode sair nos nossos jornais.</description>
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		<title>Um novo Amazonas</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 10:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje inauguro uma série de artigos com reflexões sobre a formação política, econômica e social do Amazonas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div dir="ltr">Para abordar questões relacionadas a educação, saúde, segurança, infraestrutura, energia, telecomunicações, ZFM, inicio por contextualizar nossa formação histórico-política da segunda metade do século passado até os dias de hoje.</p>
<p>O marco da chegada ao Poder do grupo político que governa o Amazonas é o dia 25.03.1955 com a eleição de Plínio Ramos Coelho que, em 1956, indicaria o jovem Gilberto Mestrinho, então com 28 anos, prefeito de Manaus e depois seu sucessor no governo do Estado em 1958.</p>
<p>São 58 anos de 1955 para cá, dos quais 18 estivemos sob a ditadura militar (1964 a 1982) e 40 anos sob o regime democrático. Aqui registro um anacronismo que talvez explique muito da formação das nossas instituições.</p>
<p>Nos 18 anos de ditadura tivemos cinco governadores (Arthur Reis – 64/67; Danilo Areosa – 67/71; João Walter &#8211; 71/75, Enoque Reis – 75/79 e José Lindoso &#8211; 79/82). Por absurdo que pareça, nos 40 de democracia também apenas cinco homens governaram o Amazonas (Plínio Coelho -55/59 e 63/64; Gilberto Mestrinho &#8211; 59/63, 83/87 e 91/95; Amazonino Mendes &#8211; 87/90, 95/99 e 99/03, Eduardo Braga – 03/07 e 07/10 e Omar Aziz – 2010/2011 e 2011 até hoje).</p>
<p>Ou seja, sob a lógica da alternância de Poder como elemento essencial da consolidação das instituições democráticas ainda temos muito a avançar.</p>
<p>Essa constatação de que apenas um grupo político governa o Amazonas desde 1955 poderia expressar o sucesso da política econômica e social das suas gestões. Não é o caso.</p>
<p>Analisando apenas os últimos anos, veremos que o Amazonas de 2005 a 2013 teve um crescimento de quase 300% na arrecadação de impostos. Acontece que, nesse mesmo período, o Estado passou a ser o 4º com maior número de miseráveis, chegou a figurar como penúltimo no Enem, tem o 2º pior SUS do País e foi recordista nacional em homicídios.</p>
<p>Ou seja. O Estado ficou rico, mas o povo ficou pobre e os serviços públicos precarizaram. Chegou a hora de construir o novo Amazonas!</p>
</div>
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		<title>Propaganda e realidade</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jun 2013 10:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo Carpinteiro Peres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O drama da miséria na sua brutal crueldade, que choca e nos deprime. É como vivem hoje milhões de famílias nas periferias das nossas cidades. Aqui também não poderia ser diferente de outras regiões, a vergonha tem a mesma dimensão, não muda nem o cenário, talvez só o clima.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz tempo, junto com alguns amigos desenvolvemos pequenas ações sociais de ajuda a pessoas carentes. Pessoas, aliás, que passaram pelas nossas existências ao longo de todos esses anos. São poucos auxílios, sem qualquer divulgação ou outra pretensão, apenas com o objetivo de colaborar com o próximo e, principalmente, tendo sempre presente aquele célebre pensamento de Rousseau que dizia ser “a vida muito curta para ser pequena”. Uma frase tão repetida, mas que tantos esquecem e nunca a praticam.</p>
<p>Pois bem, no último fim de semana, mais uma vez, para cumprir essa missão, estivemos numa comunidade chamada de Nova Vitória que, se não é a maior, deve ser uma das maiores invasões de Manaus. São milhares e milhares de casebres espalhados numa área totalmente desmatada que sai por trás do São José e avança sobre barrancos até o Distrito Industrial. Eu falei casebre? Não, desculpem eu me enganei. Na verdade, são construções precárias e irregulares, algumas feitas de restos de caixotes e outras de papelão, onde mal cabem duas pessoas.</p>
<p>Paramos o carro e permanecemos por alguns minutos conversando com um morador. Procuramos saber quantos residiam naquelas casas. Para surpresa nossa, disseram que cerca de cinco e até seis pessoas. De repente, por um momento me vi diante de uma realidade social tão absurda, muito mais dramática do que esperava. Perplexo, fiquei ali a imaginar como é possível que seres humanos, muitos idosos e doentes, com o calor senegalesco que faz em Manaus possam sobreviver naquelas condições. Sem nenhum exagero, realmente é um cenário muito triste, só quem conhece e já viu de perto, pode constatar a situação degradante em que se encontram aqueles moradores. Ali, vivem autênticos personagens saídos de um romance de Graciliano Ramos, ou de “Os Miseráveis”, de Victor Hugo.</p>
<p>Mas, por outro lado, e até por um dever de justiça, vale ressaltar também que isso não é um problema existente só na nossa capital. Esse quadro é apenas um retrato do Brasil sem retoque, e se repete de um modo geral em quase todas as grandes cidades, cuja população na sua maioria vem tangida pelo êxodo rural, em busca de uma vida melhor. E porque acontece? Simplesmente porque o governo até hoje não implantou uma reforma agrária séria, como tantos outros fizeram há muitos anos e tiveram êxito.</p>
<p>E apesar de tanta propaganda enganosa do governo federal, o certo mesmo é que ainda estamos muito longe de acabar com a miséria, os números estão aí e os fatos não mentem jamais. Embora ações como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, tenham ajudado, mas só essas medidas não bastam para resgatar milhões de brasileiros da pobreza absoluta em que vivem há séculos. Na realidade, convenhamos, nas últimas décadas, sucessivas administrações investiram muito pouco em beneficio do povo, com medidas efetivas, como mais educação de qualidade, política de pleno emprego, moradia digna, saúde, além de outras.</p>
<p>Agora, à parte o otimismo do Planalto, como disse certa vez o Dr. Roberto Busato: “Para que a esperança não se transforme em desengano, a sociedade tem que continuar se indignando com a triste realidade social brasileira”.</p>
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		<title>Frutos da memória</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 10:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Com suas madalenas, pequeno bolo francês ensopado em chá, Marcel Proust conduziu-nos ao universo da memória na infância, mote o mais relevante do clássico Em Busca do Tempo Perdido. Aqui, no setentrião, Luiz Franco de Sá Bacellar deixou-nos o Sol de Feira, um caleidoscópio de frutas amazônicas, que nos remete de igual modo a tempos idos e vividos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Como todas as cidades do mundo, Manaus tem seus cheiros e sabores característicos, conservados ou modificados com o lento rolar dos anos. No passado, e quem já avançou um pouco na idade pode lembrar muito bem, tínhamos o odor da terra molhada pela chuva, com a efluência do mormaço em contato com as pedras portuguesas úmidas das vias públicas, no coração da cidade. Nos depósitos das grandes firmas exportadoras, no início da Eduardo Ribeiro e nas proximidades dos grandes armazéns do porto, dominava-nos o olfato o enorme volume de pelas de borracha encharcadas e amontoadas, inteiras ou cortadas, e de barris escuros de pau-rosa, ao lado de tantos outros produtos típicos e marcantes da região, colhidos na selva.</p>
<p>Cultivávamos a fragrância política, plena de humanidades e juventude, no Café do Pina, nos bancos escolares do Colégio Estadual e da Faculdade de Direito, na Praça da Polícia e em seu coreto central, onde também abraçávamos o amor furtivo quando o dia já sonolento da província deixava-se alcançar pela noite. E havia outros cheiros das demais praças e ruas da pequena cidade, especialmente nas cercanias do Mercado Municipal – o nosso Mercadão, com sua riqueza de secos e molhados, de cortes de tartaruga vendidos nas manhãs de domingo por quartos traseiros ou dianteiros, além de uixis, ingás, pitangas, marimaris, buritis, taperebás, carambolas, pitombas, jacas, tucumãs, muricis, pupunhas, jenipapos e melancias madurinhas roladas em período de praia grande sem fim.</p>
<p>Nossos sabores essenciais ainda hoje ligam-se às nossas frutas de gosto forte e inconfundível. Elas, uma a uma, estão descritas pelo poeta Luiz Bacellar, com a sabedoria da imaginação inspirada pelo gênio. Eu, aqui neste singelo canto de página, guardo na alma, dentre tantas e tantas outras, a sorva e seu sorvete, que Bacellar denominou de ‘uva caboca’, com seus cachos de um verde intenso, amazônico.</p>
<p>A nossa é bem diferente da sorva da Ilha da Madeira, na  ‘santa terrinha’. Lá, dá em arbustos de no máximo três metros, com frutos de cor vermelha; aqui, conhecida pelos índios como ‘kumã uaçu’, tem a imponência da floresta, copa ampla e densa, chegando a mais de vinte metros de altura. Deixando de lado seu rico e abundante látex, com seus frutos deliciosos, fazíamos o melhor sorvete do mundo, cujo sabor dulcíssimo não me sai da memória gustativa.</p>
<p>Era uma especialidade do velho Messias e de seu Castelo de Bronze, que ficava em uma das esquinas da Marcílio Dias com a Quintino Bocaiúva. Vinha preparado com generosas quantidades de fruta, espécie de suco grosso, que ia ganhando sempre maior consistência, batido em antigas e pesadas sorveteiras, mergulhadas na salmoura, longe das composições com os ingredientes atuais, que fazem do sorvete uma coisa artificial, meio cremosa e sem gosto.</p>
<p>Recordo que saía do internato do Colégio Dom Bosco, aos sábados pela manhã, lá pelos anos 50, louco para chegar logo ao bar do Messias, levado pelas mãos seguras e carinhosas de minha mãe. Após o belo sanduíche de pernil com molho, cuja fórmula só os descendentes do velho português conhecem, dentre os quais figura o Dr. Ilídio Almeida Lima, meu querido amigo, que diz não transmitir o segredo do tempero a ninguém, vinha como sobremesa o delicioso sorvete de sorva, que consumia sempre com a ansiedade típica do menino. Concentrado, não conseguia sequer ter olhos curiosos para os adultos que fumavam e degustavam as famosas ‘filhas de Maria’ (cerveja Antártica – faixa azul, daí o apelido), geladinhas, véu de noiva, como convém ao nosso clima, nas mesas ao lado, com tampos de mármore e pés de ferro fundi do.</p>
<p>Dia desses pedi a um sorveteiro local que me fizesse um sorvete de sorva. Ele, muito solícito, foi atrás dos cachos de sorva adquiridos nas bancas situadas após a saída da estrada do Aeroporto, e bem que tentou. Ficou bom, deu para sentir um pouco o gosto do passado, ainda que distante do sabor de outros tempos.</p>
<p>O certo é que não sei se ainda conseguirei sentir igual paladar, que agora apenas guardo nos desvãos da memória. É, é assim mesmo, paciência.</p>
</div>
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		<title>Nossos idosos</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 10:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arthur Bisneto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Na  Semana  de  Combate  à  Violência  Contra  o  Idoso  infelizmente  não  temos  o  que comemorar.  Dados  da  Delegacia  Especializada  de  Crimes  Contra  o  Idoso  apontam  crescimento de 430% nos casos de violência contra essa faixa etária em menos de um ano. Isso é um absurdo, não se pode preparar o futuro, esquecendo o passado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Em  2012,  foram  contabilizados  2.324  casos  formais  de  violência  contra  pessoas com  idade  acima  de  60  anos.   No  ano  anterior,  2011,  foram  438  registros.  Já  neste quadrimestre  do  ano,  684  queixas  de  abandono,  violência  sexual,  maus-tratos  ou injúria já foram contabilizados na delegacia especializada. Preocupada  com  esta  situação,  a  Prefeitura  de  Manaus  lançou  esta  semana  a campanha:  “Use  o  Amor,  Não  a  Violência”.  A  ação  aconteceu  com  panfletagens educativas  em  vários  pontos  da  cidade.  Mas,  sabemos  que  melhor  seria  se  não precisássemos criar campanhas para conscientizar as pessoas disto. Uma minoria ainda precisa  compreender  que  os  idosos  merecem  todo  o  nosso  respeito,  admiração  e compreensão. Neste sábado, comemoramos o Dia de Combate à Violência Contra os Idosos e todos nós  devemos  fazer  a  nossa  parte.  Respeitar  os  mais  velhos  não  precisa  ser  uma obrigação e  sim  um  bom  costume. Todos  nós  seremos idosos  um  dia. Não  podemos olhar para os idosos como um fardo para a sociedade. Eles são o esteio da família, não estaríamos aqui sem eles. Além, é claro de serem um poço de conhecimento, vivência e experiência.</p>
<p>Como  parlamentar,  sempre  defendi  esta  causa,  elaborando  Projetos  de  Leis  e requerimentos  que  beneficiassem  “a  melhor  idade”.  É  uma  obrigação  minha,  não apenas como deputado, mas também como cidadão, filho e pai.</p>
<p>Por isso, peço a você que tem a oportunidade de conviver com um idoso, que dê um abraço nele neste dia. Busque valorizá-lo cada vez mais e ajude a diminuir esse índice alarmante e vergonhoso registrado em nossa cidade.</p>
</div>
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		<title>O Brasil é outro</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 10:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Pedro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem se baseia pelas informações veiculadas pelos grandes meios de comunicação brasileiros começa acreditar que o Brasil está à beira do caos. Economia descontrolada, governo sem direção, investidores desconfiados, etc. Frequentemente são essas as manchetes dos jornalões e me faz lembrar um verso de uma música do Paulinho da Viola que diz assim: “tá legal, eu aceito o argumento, mas não mude o samba tanto assim”. O que se noticia muitas vezes não é o Brasil real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Quem não se lembra que no final do ano passado o Brasil estava à beira de um apagão energético, segundo setores da mídia. Se fossemos nos basear pelo catastrofismo da oposição, a Copa não aconteceria no Brasil, pois os “estádios não estariam prontos a tempo”. No entanto, hoje iniciamos a Copa das Confederações. E assim tem se comportado a oposição no Brasil, em conluio com os grandes meios de comunicação.</p>
<p>Mais recentemente outro alarme falso foi plantado: o dragão da inflação foi despertado. O governo havia perdido o controle da inflação e logo estaria acima da meta estabelecida para inflação. Além do que, o baixo crescimento do PIB alimentava a oposição para criar um clima artificial de crise econômica no Brasil.</p>
<p>Sem projeto para apresentar ao povo brasileiro, a oposição aposta no quanto pior melhor, o que parece não ser o melhor caminho. Em abril e maio o índice que mede a inflação começou a se desacelerar e o principal componente para este recuo foi a queda de preço dos produtos agrícolas. A projeção é que a inflação feche o ano próximo da meta. Além do que, os custos industriais recuaram e este setor teve forte recuperação. Mas uma vez a oposição era na análise.</p>
<p>A mais recente pesquisa CNT só faz reforçar que o Brasil é outro completamente do que pensa a oposição. A Presidente Dilma seria reeleita no primeiro turno se eleição fosse hoje e o grau de avaliação de seu governo continua alto. Sobre o partido que o brasileiro deseja ver na Presidência, o PT é o preferido, para o desconsolo da oposição.</p>
</div>
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		<title>Fé que conduz vidas</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 10:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josué Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como faço há muitos anos, participei ontem da grande festa de Santo Antônio, Em Borba, na basílica do mesmo santo naquele município. É uma das festas religiosas mais tradicionais do interior do Amazonas e uma das maiores do país. E neste ano, a prelazia de Borba completa 50 anos no mês julho. Isso deu um brilho maior à festa do padroeiro dos Namorados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">A grande basílica de Santo Antônio de Borba é a única no Norte do Brasil a ter relíquias do santo e por isso recebe todos os anos, como aconteceu ontem, milhares de fiéis para as celebrações festivas e para o pagamento de promessas. Também neste ano, o governo do Estado realiza obras de restauro na basílica há cerca de seis meses.</p>
<p>Tivemos uma grande e belíssima festa religiosa, que é uma das boas tradições do povo amazonense. A cidade de Borba fica a 151 Km de Manaus e assim como a basílica, está passando por reformas para receber os romeiros que visitam a cidade na época dos festejos do santo.</p>
<p>Isso mostra a presença do governo no interior, chegando agora a todos os municípios do Amazonas. Passamos por lá no final de semana antepassado, acompanhando o governador Omar Aziz, onde foi anunciado um conjunto de investimentos da ordem de R$ 237 milhões pelo governo.</p>
<p>Essa presença e os investimentos que o governo está fazendo no interior representam um grande avanço na forma de governar. E ao mesmo tempo reforçam as nossas tradições, dando motivação e despertando o interesse da população em construir um Amazonas cada melhor.</p>
<p>Aproveito aqui para parabenizar o bispo Dom Elói Roggia pela forma como conduz aquela grande prelazia da Igreja, buscando sempre melhorias e atraindo o interesse cada vez maior dos fiéis de todo o Estado. A religiosidade do nosso povo é uma das forças que mantém viva a esperança de progresso para o interior.</p>
<p>De Borba fui para Itacoatiara, onde participei de outra grande festa a Santo Antonio junto à comunidade da Velha Serpa, manifestação de fé, esperanças e agradecimentos. Até a próxima semana com a Graça de Deus.</p>
</div>
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		<title>Cadê o troco?</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 10:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Ricardo Wendling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>

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		<description><![CDATA[O povo da cidade de Manaus que utiliza o transporte coletivo está enfrentando, diariamente, o sufoco da demora dos ônibus, da superlotação e, agora, da falta de troco nos coletivos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Desde segunda-feira desta semana, vários são os episódios de discussão que estão ocorrendo dentro dos coletivos entre passageiros, cobradores e motoristas. Alguns casos, quase chegam a agressões mútuas, necessitando da intervenção da polícia. O povo pergunta: cadê o troco?</p>
<p>Em janeiro deste ano, o prefeito assumiu a Prefeitura, prometendo resolver o problema do transporte em 100 dias. Porém, a única medida adotada foi reajustar a tarifa de R$ 2,75 para R$ 3, no mês de março. Aliás, ele fez igual ao prefeito anterior: reajustou na véspera do feriado da Semana Santa e entrou em recesso. E o povo teve que pagar uma das mais caras tarifas do Brasil.</p>
<p>O prefeito reajustou a passagem de ônibus sem realizar Audiência Pública, sem discutir com os vereadores e sem apresentar uma planilha de custos com documentos e dados confiáveis.</p>
<p>Por esta razão, entrei no Ministério Público e na Justiça, junto com Praciano e os vereadores Waldemir José e Professor Bibiano, contra esse reajuste.</p>
<p>Agora, após dois meses, e só porque a presidenta Dilma zerou os tributos de PIS e Cofins sobre o transporte, o prefeito baixa a tarifa para R$ 2,90. Sou a favor da redução da tarifa. Porém, deveria ser menor que R$ 2,75, igualmente como nas cidades de Fortaleza e de Belém, que é menos de R$ 2,50.</p>
<p>O que está acontecendo é que muitas empresas não estão abastecendo os ônibus com moedas para troco. Não têm o fundo do troco e o cobrador fica sem dinheiro trocado. Aí, começa a briga.</p>
<p>A Lei Orgânica do Município (Lomam) diz no artigo 257 (inciso VI) que se a empresa não tiver troco, o passageiro não paga a passagem. Porém, essa lei não é cumprida, pois as empresas pressionam e exigem que o cobrador pague por essa passagem “gratuita”. Não é justo que o usuário do transporte perca ou o cobrador seja atingido, agredido e até ameaçado.</p>
<p>Prefeito, use seu poder para pressionar os empresários para garantir o troco.</p>
</div>
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		<title>Uma noite em Brasília</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 10:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Félix Valois</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zona Franca de Manaus]]></category>

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		<description><![CDATA[Tratar da problemática  da Zona Franca de Manaus exige conhecimento técnico especializado e rigor científico que afaste o sentimentalismo piegas. Assim o faz o doutor Osíris Silva, nos artigos que tem escrito no jornal A Crítica e assim o fizeram, há coisa de duas semanas, dois colegas seus, em Brasília, em recepção na qual estive presente. Ali, tive o prazer de conversar por algumas horas com os economistas Manoel Antônio Vieira Alexandre e Rodemarck Castelo Branco, ambos amazonenses e ambos profundos conhecedores das agruras que têm marcado a trajetória econômica do maior estado da federação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Manoel Alexandre deixou Manaus há trinta anos mas nunca se desvinculou da terra, acompanhando diuturnamente o que aqui se passa. Rodemarck aqui vive e trabalha e sua trajetória profissional é atestado mais que suficiente de sua competência. Com eles aprendi tanto quanto com os trabalhos de Osiris e olha que não fui um interlocutor passivo, pois há coisas que sempre escaparam à minha modesta compreensão e cuja percepção só pode mesmo ser alcançada com os estudos sérios e efetivos da ciência econômica.</p>
<p>Se não tirei zero na avaliação, cuido poder afirmar que o nó górdio do problema reside na deturpação dos objetivos do modelo implantado há quase cinquenta anos. De fato, é preciso estudar muito para tolerar que, ao longo dessa meia centúria, a Zona Franca tenha conseguido transformar Manaus numa metrópole, em termos populacionais, mas com crescimento absolutamente desordenado, enquanto o interior não consegue vislumbrar, e muito menos sentir, uma vantagem mínima que seja da política adotada.</p>
<p>Há pouco tempo os jornais publicaram matéria dando conta de que a capital é responsável por algo em torno de oitenta por cento da economia estadual. Para um leigo como eu isso não pode soar com o mínimo de razoabilidade. Ninguém poderá imaginar que a Zona Franca tenha sido concebida para transformar Manaus numa &#8220;ilha de prosperidade&#8221;, relegando ao abandono as populações interioranas. Tenho que o desiderato há de ter sido bem mais amplo, uma espécie de busca de compensar séculos seguidos de menosprezo pela região, a exigir que alguma ação econômico-fiscal lhe desse suporte para um desenvolvimento autossustentável.</p>
<p>Mas o que se vê é precisamente o contrário, a ponto de a cada ano se renovar essa chatíssima história de prorrogação da Zona Franca e seus incentivos. Para evitá-la, seria indispensável que o modelo tivesse cuidado de elaborar estruturas definitivas, de forma a se impor para o resto do país como uma solução verdadeiramente regional e não apenas como área de exceção. Essa falha, cuido, serve de estímulo para a &#8220;incompreensão&#8221; de estados como São Paulo, cujos dirigentes não manifestam nenhum interesse de pensar em Brasil, por isso que ficam, contraditória e provincianamente, enfrentando a problemática de maneira paroquial.</p>
<p>E a pesquisa científica? O Polo Industrial movimenta dólares em quantidades que um infeliz como eu não consegue imaginar nem em sonhos de megalomania. Entretanto, não me consta que pelo menos uma parte dessa dinheirama, a desaguar em oceanos de lucros incalculáveis, seja empregada para estimular pesquisas em áreas que possam acelerar o nosso desenvolvimento. Com uma biodiversidade inigualável, a Amazônia haveria de ser solo fértil para esse tipo de atividade, formalizando-se convênios com as Universidades e com os institutos do ramo e estimulando-se os pesquisadores com salários compatíveis com o seu conhecimento. Se estou em equívoco, antecipo as desculpas a quem de direito.</p>
<p>A questão, no meu caso específico, é que, por mais que quisesse, não conseguiria esconder a paixão que nutro por esta terra. Nela nasci, nela tenho vivido ao longo de setenta anos e espero que ela tenha a generosidade de abrigar meus ossos. Por isso, só por isso, ousei escrever sobre o assunto que, árido e técnico, não permite incursões levianas. É que acho não custar nada esperar que os conhecimentos de homens como Rodemarck Castelo Branco, Manoel Alexandre e Osíris Silva sejam levados em conta pelos fazedores das políticas, que decidem nossos destinos, mas raramente nos ouvem. Que suas vozes sejam escutadas e sobre o que disserem que se façam as necessárias ponderações, a fim de que não clamem no deserto.</p>
<p>Acho que chega de sermos pedintes, à espera de que a caridade de uns poucos nos possa dar sustento. Sempre fomos um povo sofrido, mas de altivez inquebrantável. Precisamos de construir nossa fortaleza econômica, com mecanismos que contemplem a todos, interioranos ou citadinos, porque sem a busca da igualdade a vida perde sentido. Isso eu já sabia, mas reforcei naquela noite brasiliana.</p>
</div>
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		<title>Conferência dos Povos e Comunidades Tradicionais</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2013 10:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe D24AM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo de Virgílio Viana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Foi realizada em Manaus, no período de 03 a 06 de junho 2013, a IV Conferência Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais do Amazonas. A Conferência contou com 515 participantes, com delegados de 57 municípios amazonenses. Um marco histórico no processo que se iniciou em 2003.</p>
<p>Os resultados da Conferência foram debatidos em grupos de trabalho e aprovados em plenária, segundo um regimento interno previamente debatido e acordado. Foi um processo muito rico. Alguns pontos merecem destaque.</p>
<p>Vou me concentrar na avaliação feita sobre o Programa Bolsa Floresta. Uma das conclusões foi que o nome do Programa estimula uma visão distorcida sobre o que realmente é. A imagem de apenas um pequeno pagamento mensal é amplamente difundida, apesar de equivocada. Com isso, deixa-se de observar os grandes investimentos feitos em geração de renda e educação, etc. Somados, chegaram a mais de R$ 19 milhões, destinados às comunidades mais pobres e isoladas do Amazonas. Deve ser melhorada a comunicação sobre o conceito e a estrutura de funcionamento do Programa.</p>
<p>Os participantes fizeram uma avaliação extremamente positiva do Programa. Duas deliberações aprovadas na Conferência merecem destaque. Primeiro foi recomendado que o Programa Bolsa Verde, do Governo Federal, deve ser remodelado seguindo o modelo do Programa Bolsa Floresta, do Governo do Amazonas. Isso representa um reconhecimento histórico das lideranças socioambientais do Amazonas sobre o Programa Bolsa Floresta. É não apenas uma avaliação positiva do acerto da sua concepção e qualidade do seu processo de implementação. É o reconhecimento da capacidade do Estado do Amazonas inovar e servir de referência para o governo federal e outros Estados do Brasil nessa matéria. Motivo de orgulho para toda a sociedade amazonense.</p>
<p>A segunda recomendação foi ampliar a cobertura do Programa Bolsa Floresta para o conjunto das áreas protegidas do Estado, assim como para os povos indígenas e comunidades tradicionais fora das áreas protegidas. Como financiar sua ampliação para o conjunto das áreas protegidas do Estado, assim como para os povos indígenas e comunidades tradicionais fora das áreas protegidas? Atualmente, os recursos utilizados para a implementação do Programa são oriundos, na sua maioria (94%), de fontes externas ao governo estadual. A maioria vem de recursos de filantropia do Bradesco (40%) e de outras empresas privadas (Coca-Cola, Samsung, etc.) e cooperação internacional por meio do BNDES (Noruega e Alemanha).</p>
<p>A conquista dessas fontes de financiamento não é simples: requer muito profissionalismo. Um aumento expressivo dos recursos para financiar o Programa poderia vir de uma combinação de diversas fontes, incluindo: (i) recursos do Governo do Amazonas; (ii) recursos de filantropia e responsabilidade social de empresas privadas; (iii) recursos de cooperação internacional e, (iv) recursos de compensação por serviços ambientais.</p>
<p>Vale a pena resgatar aqui a proposta visionária do professor Samuel Benchimol. Na década de 50, este notável empreendedor e intelectual amazonense (cuja trajetória está em exposição no Palácio da Justiça até o dia 4 de agosto), propôs que o mundo inteiro pagasse pelos benefícios ambientais providos pelas florestas da Amazônia. Essa visão, ainda bastante atual, é chamada nos dias de hoje de “pagamento por serviços ambientais”. Se a floresta produz benefícios (ciclo da chuva, armazenamento de carbono, conservação da biodiversidade, etc.), é justo que os beneficiários paguem por isso. O desafio é como criar o mecanismo econômico para ligar os beneficiários aos provedores (as comunidades e povos tradicionais e os proprietários das florestas).</p>
<p>A Conferência serviu para reforçar a importância de seguir aprimorando o Programa Bolsa Floresta, buscando novas fontes de financiamento, especialmente por meio da valorização econômica dos serviços ambientais.</p>
<p><em>*Virgílio Viana é Superintendente Geral da Fundação Amazonas Sustentável</em></div>
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		<title>Dignidade aos catadores</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2013 10:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Tabatinga assisti cenas chocantes. Famílias inteiras dentro do lixão da cidade. Brasileiros e estrangeiros, a maioria peruanos. Muitas crianças sob tendas de lona, ou andando num terreno cheio de lixo. O mau cheiro invadia a estrada de acesso e os arredores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Que tipo de infância tem uma criança no meio do lixão? E que perspectivas de futuro?</p>
<p>No Brasil de hoje, apesar de alguns avanços, mais de 50% das cidades ainda possuem lixões e pessoas trabalhando nesses ambientes contaminados. No Amazonas, quase todos os municípios despejam seu lixo em locais sujos e infectos, de onde pessoas sofridas e sem outra opção melhor de renda, retiram seu sustento.</p>
<p>Em Manaus, a situação é melhor, pois existe um aterro controlado e não há mais pessoas no meio do lixo. Aqui começou a transição de resgate social e econômico dos antigos catadores de lixo, para a função de autênticos catadores de materiais recicláveis. O prefeito Arthur se comprometeu com galpões e uma política de apoio público. Isso é fundamental!</p>
<p>No Brasil existe o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, que faz um trabalho importante de organização e conscientização política, contando com o apoio de várias instituições governamentais e não governamentais. Eles estão bem articulados em Manaus e se organizando progressivamente no interior, por meio de associações e cooperativas.</p>
<p>Mas ainda são discriminados socialmente por quem não valoriza o significado de sua ascensão como protagonistas fundamentais da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Felizmente, pessoas que realmente compreendem a importância dessa Política Pública Socioambiental estão apoiando a luta dos catadores, que simplesmente buscam ser respeitados e valorizados, como verdadeiros agentes socioambientais de um Brasil mais justo.</p>
<p>Para mim é um dever e uma honra apoiar a luta dos catadores de resíduos sólidos, que nos ensinam a diminuir os desperdícios, a respeitar o meio ambiente e a gerar emprego e renda, com dignidade.</p>
</div>
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