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Coluna Esplanada

Justiça tarda A investigação e o julgamento no Supremo Tribunal Federal dos que forem comprovadamente envolvidos no esquema da Odebrecht pode durar mais de cinco anos (o Mensalão, de pagamento de mesada por votações, demorou sete anos desde a revelação). Em suma, a Procuradoria Geral da República colocou todos os citados num balaio só: o STF [...]

Leandro Mazzini

Justiça tarda
A investigação e o julgamento no Supremo Tribunal Federal dos que forem comprovadamente envolvidos no esquema da Odebrecht pode durar mais de cinco anos (o Mensalão, de pagamento de mesada por votações, demorou sete anos desde a revelação). Em suma, a Procuradoria Geral da República colocou todos os citados num balaio só: o STF e a PGR terão de descobrir ainda o que é caixa dois, o que é propina e o que é doação legal para os políticos. Parte dos deletados pode ser inocentada.
Ou seja..
.. Será longo caminho, o que pode frustrar expectativas geradas pela sociedade de Justiça rápida. Até o julgamento, muita gente pode se livrar ou não ter mais mandato.
Blindagem
José Alencar, saudoso ex-vice, citava que o maior problema é a impunidade. Michel Temer, por exemplo, não pode ser investigado por supostos crimes antes do mandato.
Reformas
Nota-se que não é a Previdência, a Fiscal ou Trabalhista. Para o País ter jeito as reformas serão a Cultural, a do Código do Processo Penal e a do Código Penal.
Ainda manda
Eduardo Cunha deu um drible na editora Record, que por força de liminar da Justiça do Rio não pode até agora soltar o “Diário da Cadeia” nas livrarias. Cunha mandava recados para o Palácio para ser atendido. De repente, num sábado de março, seu representante na Câmara, André Moura (PSC-SE), foi promovido a Líder do Governo no Congresso, dois dias depois após ser destituído da liderança na Câmara.
Gritou, levou
Entrelinhas, Cunha gritou lá de Curitiba e foi ouvido no Palácio. Temer e ministros palacianos ainda temem uma delação do ex-deputado. Por ora, Cunha segura o livro que, sob pseudônimo, relata alguns bastidores suspeitos da cúpula do PMDB.
Espectro
Aliados do Palácio passaram os últimos dias tentando colocar panos quentes na bombástica repercussão da “segunda lista de Janot” – ou agora a “Lista de Fachin”. Efraim Filho (PB), líder do DEM, garantiu que a base do Governo se mantém “unida”.
Sem paralisia
“As citações atingiram todo o espectro de poder – tanto da oposição quanto da base. Tem que deixar o Congresso cuidar das reformas”,  reagiu o democrata.
Alma lavada
O vídeo da delação de Emílio Odebrecht mostra tranquilidade e espontaneidade com risos. Só faltou ele chamar os procuradores para um chope em Salvador .
Descarrilou
Paulo Bernardo, o ‘Filósofo’ na planilha da Odebrecht, segundo delator pediu R$ 3 milhões para incluir no PAC obra de linha de trem no Rio Grande do Sul.
Nada a declarar
Ex-ministro dos Governos Lula e Dilma, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) evitou comentar a abertura de dos inquéritos contra vários colegas. “Como advogado, prefiro não falar sobre um processo que não tenho conhecimento”, desconversa.
Enforcados
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) ironiza o silêncio do Palácio, após a revelação de que nove ministros serão investigados: “Foi o silêncio dos temerosos. Não se fala de corda em casa de enforcado”.
Mar de sangue
Paraíso de bacanas do eixo Rio-SP, Trancoso (BA) vive uma onda de violência resultante do tráfico de drogas. Mais de 30 já foram assassinatos (em confronto de gangues ou com a PM), desde dezembro.
Correção
Ao contrário do publicado ontem, a Lava Jato saiu em 2014, e não 2013, um ano depois de Dilma Rousseff fazer uma limpa nas diretorias da Petrobras

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