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Coluna Esplanada

Bala na agulha Diante da iminente reforma da Previdência e a cobrança da sociedade, entidades classistas do setor de segurança pública criaram a UPB – União dos Policiais do Brasil. São civis, militares, guardas municipais, agentes penitenciários e legislativos. Querem fortalecer a demanda pela manutenção em lei da ‘atividade de risco’ na carreira. Não apenas pela [...]

Leandro Mazzini

Bala na agulha
Diante da iminente reforma da Previdência e a cobrança da sociedade, entidades classistas do setor de segurança pública criaram a UPB – União dos Policiais do Brasil. São civis, militares, guardas municipais, agentes penitenciários e legislativos. Querem fortalecer a demanda pela manutenção em lei da ‘atividade de risco’ na carreira. Não apenas pela periculosidade – os federais não têm – mas para garantir a aposentadoria mais cedo em cinco anos em relação aos outros brasileiros.
Celebridade
O advogado Djalma Rezende, o goiano que gastou R$ 8 milhões no casamento, estava na lista dos 30 pretendentes ao cargo de ministro do STF que chegou ao Congresso.
Do Coldre
A Taurus já vendeu 2 mil unidades da sua nova pistola, a .838. Compacta e de cano curto, ela se esconde facilmente numa farda. Deve ser a segunda arma de policiais.
Cidadania & vitrine
As atrizes Cássia Kiss, Daniele Susuki e Flávia Alessandra visitaram o Ministério da Justiça. Querem se envolver na pauta de defesa dos refugiados, como Bruna Marquezine
Agora vai
Alexandre de Moraes, futuro ocupante da cadeira de Teori Zavascki no STF, já teve nome rejeitado pelo Senado. Foi em maio de 2005, em meio à revelação do mensalão. Moraes havia sido indicado pela Câmara para o Conselho Nacional de Justiça. A rejeição foi interpretada pelo PSDB e pelo PFL, à época, como retaliação do Governo.
Manobra
Comandada pelo então senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a base do presidente Lula manobrou e colocou a indicação em votação sem a presença de parlamentares da oposição em plenário. Resultado: Alexandre de Moraes obteve 39 votos.
Manobra 2
Uma semana depois, a oposição deu o troco.  Sem amparo no regimento, a indicação de Moraes passou por nova votação. Foi aprovado por 48 votos a 7,  maioria absoluta do quórum mínimo. O presidente do Senado à época era Renan Calheiros (PMDB-AL).
Cabeça a prêmio
O PT quer a cabeça do ministro Eliseu Padilha, que revelou o que sabemos há tempos: que ministro da Esplanada é escolhido pela força da bancada. O protocolo foi feito na Comissão de Ética do Planalto pelos deputados Afonso Florence e Robinson Almeida.
Briga classista
As associações de peritos, papiloscopistas, policiais federais vão reforçar o lobby no Congresso e na rua contra a Associação dos Delegados de PF, que em carta pediu substituição do diretor-geral da PF com indicação de lista tríplice.
Praxe
“Não é assim que se vai fazer a sucessão e melhorar a PF. O delegado da PF não é um ‘órgão’”, reclama o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Flávio Werneck. Na PF, há anos o diretor geral é sempre um delegado, acordo da classe com o Governo.
PMDB em tudo
Aliados do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e do líder do PMDB, Renan Calheiros, os senadores Raimundo Lira (PMDB-PB) e Simone Tebet (PMDB-MS) são os nomes cotados para assumir comando do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Delação vem aí
Ambos perderam a disputa para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça que ficou com o senador Edson Lobão (PMDB-MA). É o Conselho de Ética que recebe e analisa representações ou denúncias feitas contra parlamentares da Casa
Engavetador
O Conselho de Ética foi presidido nos últimos quatro anos pelo senador João Alberto Souza (PMDB-MA). O peemedebista arquivou, em decisão monocrática, os pedidos de cassação contra Renan Calheiros (PMDB-AL) e de Romero Jucá (PMDB-RR)
Ponto Final
“Com currículo mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado; há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.”
Do escritor Raduan Nassar, ontem, ao  receber o Prêmio Camões de 2016, honraria concedida pelos governos do Brasil e Portugal e um dos principais reconhecimentos da literatura em língua portuguesa.

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