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Artigo: Diante do ser humano estão a vida e a morte

Talvez em algum momento da vida você tenha pensado: ”Ah, se eu pudesse voltar atrás, eu teria feito diferente”.  Sendo assim, permita-me fazer a seguinte pergunta a você caro leitor ou leitora deste artigo: “Se você pudesse voltar no tempo e tivesse o poder de modificar algum acontecimento na sua vida, ou no dia de [...]

Charles Cunha da Silva

Talvez em algum momento da vida você tenha pensado: ”Ah, se eu pudesse voltar atrás, eu teria feito diferente”.  Sendo assim, permita-me fazer a seguinte pergunta a você caro leitor ou leitora deste artigo: “Se você pudesse voltar no tempo e tivesse o poder de modificar algum acontecimento na sua vida, ou no dia de hoje, o que você faria de diferente?
Estou fazendo essa consideração a você para que possamos reconhecer que todos os nossos atos ou decisões envolvem um processo de escolha. Fazemos escolhas porque somos livres. Faço referància a Santre quando afirma: “o ser humano está condenado a ser livre”. Eis o grande presente da nossa existência, a liberdade como capacidade de escolha do próprio destino. O exercício da liberdade acontece mediante um processo de escolha envolvendo mais de uma opção, sem isso a liberdade se emudece e cede lugar à imposição.
Tão importante quanto a liberdade é saber o que fazer com ela. E como fazer uma boa escolha? O que se deve levar em conta para fazer uma escolha acertada? Diria que o primeiro aspecto a ser observado seria o respeito à própria consciência. Uma boa escolha envolve uma consciência reta ancorada, principalmente, em tudo aquilo que favoreça a dignidade humana e a paz interior. Perder esse horizonte de vista acarreta consequências, pois toda ação tem uma reação, diz a lei da física. E o Evangelho de Jesus Cristo diz: “Quem procura, acha”.
Um trecho do livro de Eclesiástico destaca: Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. Diante de ti ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar”.  Este texto só reforça o argumento de que somos responsáveis por aquilo que escolhemos. Aquilo que se planta, é o que será colhido. Face a isto, é preciso reconhecer um dom muito importante para vida, especialmente em momentos, nos quais, o indivíduo é chamado a fazer escolhas, e que em alguns momentos são escolhas para a vida. Aqui estou me referindo ao dom do discernimento, aquele no qual podemos discernir entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre a luz e as trevas.
Acredito que na medida em que você ler este artigo, talvez você esteja lembrando de alguma decisão equivocada, de alguma palavra “mal dita” destinada a alguém que se ama. Em momentos a posteriori vem a culpa, a vergonha. Nessas horas, a liberdade, mais uma vez, abre suas asas sobre nós. Ela nos convida a continuarmos execitando-a, pois a vida é uma escola, e na escola da vida, somos todos aprendizes.
Por isso, é preciso reconhecer que o acolhimento das escolhas equivocadas não deve ser encarado como sinal de fraqueza, mas atitude objetivando adquirir mais sabedoria. É uma opção acolher os erros, os fracassos como ensinamentos para a vida e não como condenação definitiva. Para Deus o recomeço é sempre possivel, o retorno à casa do Pai é sempre esperado.
Neste momento, então, aproveite e decida-se pela vida, pela verdade, pelo perdão, por uma vida mais saudável ao lado de pessoas que queiram o seu bem, a sua felicidade. Decisa agora deixar a tristeza seguir por outro caminho e dar lugar a alegria para contagiar a sua alma e despertá-la a uma esperança sempre nova. Lembre-se de se lembrar de nunca esquecer: “Felicidade mais que sorte, uma questão de escolha”. De fato, não temos o poder de mudar os fatos passados, mas podemos decidir como será o desenrolar de nossa história no futuro. O importante é decidir-se não ser paralizado pelo medo, mas acolher cada acerto e erro na vida como um ensinamento, uma aprendizagem. Pois naquele momento era o que você acreditava ser o melhor a  fazer.  E quando se olha pra vida desta maneira, tudo transforma-se em ensinamento.

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