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Cerebral
Sábado passado, José Aldo, nosso maior campeão, voltou ao octógono para defender seu cinturão de ouro, desta vez nos Estados Unidos e eu, logicamente, fui cedo para a frente da tv aguardar a hora da luta do campeão mundial dos penas do UFC.
É sempre confortante vê-lo despejar toda sua técnica de luta nos ringues mundiais. É sempre emocionante vê-lo entrar no ginásio lotado, com o olhar fixo no seu objetivo de vencer. É impressionante como a gente sente toda sua vibração quando ele dirige-se à arena da luta. Mexe-se freneticamente, corpo e mente, num amontoado de gestos que nos contagia também e, aqui de longe, a gente se balança com ele, para manter corpo e mente aquecidos para o combate.
O adversário era um experiente lutador que descera de categoria para enfrentar nosso José Aldo e tentar tirar dele o título de campeão. Logo, era sabido que tinha uma pedreira pela frente para ser quebrada. Dono de um invejável cartel e de uma longa carreira de lutas, Kenny Florían, o adversário americano, sabia que tinha que levar José Aldo para o chão, usar os cotovelos e machucá-lo, para vencer o combate. Nosso Campeão está acostumado a vencer suas lutas rapidamente, pois usa seu arsenal de golpes de ataque e sempre busca a finalização rápida. O público acostumou-se a ver José Aldo partir para cima de seus adversários e liquidá-los em poucos minutos de luta com seus poderosos socos e chutes, ambos meteóricos.
José Aldo começou a luta sereno e esgrimiu sem parar. Controlou o combate durante os cinco assaltos. Atacou e defendeu-se. Defendeu-se com técnica e calma. Não permitiu um só segundo que seu adversário o levasse ao solo. Quando a luta foi para o chão, foi José Aldo quem esteve por cima. Defendeu-se o tempo inteiro com serenidade e com a técnica superior que lhe é peculiar dominou o adversário.
Ao final do combate, Kenny Florían estava com o rosto marcado pelos golpes de José Aldo que chegou ao final da luta com o rosto inteiramente preservado e sem marcas. Jamais correu perigo durante o combate. José Aldo faz parecer fácil subir num octógono, lutar e vencer sem se machucar. José Aldo foi gigante, deu aula de arte marcial e venceu, mantendo seu cinturão de ouro. Foi cerebral, frio e mestre. Isso demonstra o tamanho da inteligência do nosso grande campeão. É ótimo ver Jose Aldo Júnior lutar e ensinar que há hora de atacar e hora para defender.
perfildoautor
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O autor é vereador pelo PSDB e presidente da Câmara Municipal de Manaus
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