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É dever cívico se pronunciar sobre as mazelas públicas

Apontar as “coisas ruins” de uma cidade não é crime, não desabona. No máximo, revela o grau de educação e cordialidade da pessoa.

Impressionou-me muito a avalanche de comentários, críticas, protestos e até xingamentos de manauenses repudiando a grosseira de um tal Eugenio Santana, jornalista goiano, por suas impressões nada positivas sobre Manaus. A notícia se espalhou como vírus, e logo as redes sociais e diversos blogs se tornaram palco de um festival de impropérios de e para todos os lados, sob a alegação de que o sujeito “falou mal” da cidade e não poderia ficar “sem resposta”. Concordo que o cidadão foi inábil, indelicado e, até certo ponto, injusto. Claramente, desviou o alvo da sua insatisfação com o trabalho dardejando uma população sofrida e hospitaleira. Porém, me parece oportuna uma reflexão sobre o sentido de “falar mal”, considerando a crítica ao espaço público.

Apontar alguns aspectos da realidade de Manaus, ou de qualquer outra cidade, é mesmo “falar mal”? Acaso Manaus não sofre com a falta de arborização? Não há lixo espalhado nas ruas? E a prostituição, será que não existe isso em Manaus? Queremos ser apontados como “metrópole” apenas naquilo que é bom? Quem de nós nunca saiu mal impressionado ou fez comentários negativos e até preconceituosos sobre determinado lugar? Se o sujeito deu publicidade à sua falta de educação, problema dele. Uma pena, porque perdeu a oportunidade de propor um debate interessante, a partir de uma crítica pertinente (ainda que o fizesse de forma contundente), sobre a gestão pública das grandes cidades usando Manaus como um dos exemplos. Por que tanta indignação, então?

Desculpem-me, mas o argumento de que essas mazelas “não existem só em Manaus” é muito pífio. Pior ainda é o movimento xenófobo de que “alguém de outra cidade não pode ‘falar mal’ da minha” – chega a ser pueril. Na semana passada, estive em Lima, e saí impressionada com a diferença entre a Lima de Miraflores, com seus belos parques e vista deslumbrante para o Pacífico, e a Lima de Chorrillos, ao Sul, onde favelas se acumulam na região árida, contrastando com beleza da Cordilheira, de um lado, e com a exuberância oceânica, de outro. Um peruano muito gentil que me levou ao aeroporto – por sinal, bem mais moderno do que qualquer um no Brasil – me perguntou o que eu tinha achado da cidade. Respondi exatamente isso: duas cidades numa só, dois mundos distintos.

E fomos, ao longo da viagem, conversando sobre a história de Lima, suas tradições, culinária excepcional, gente amável… pensei em escrever uma matéria sobre a cidade (até propus a uma revista). Obviamente, uma avaliação honesta passaria pela descrição da zona miserável: invasões, falta d’água, doenças, fome etc., exatamente como em Manaus ou no Rio de Janeiro. Isso seria “falar mal”? Ora, miséria, falta de saneamento e de hospitais, trânsito caótico, criminalidade, prostituição etc. são questões públicas. Qualquer cidadão não só pode como deve se pronunciar sobre elas, em qualquer lugar, isso não é crime, isso não desabona. No máximo, revela o grau de educação e cordialidade da pessoa.

Parafraseando meu primo José Cyrino, com quem troquei muitas ideias sobre este assunto, EU AMO MANAUS. Mas odeio o seu estado de saúde, educação, saneamento, economia, política, serviços… Por outro lado, adoro a vista do rio Negro, o tambaqui assado e a pimenta murupi. Respeito a população humilde do meu Estado, e também os que lutam, a seu modo, para recuperar a beleza perdida da nossa cidade. Admiro os artistas que dão a vida pelos bois Garantido e Caprichoso – e já vi gente de Manaus “falar mal” do festival, e também os intelectuais que resistem. Nada disso, porém, me impede de reconhecer que a cidade está suja, feia, abandonada, com o centro tomado por camelôs… E de me indignar com certos comportamentos tão grosseiros como o do senhor Eugenio.

Essa reação desproporcional de certas pessoas, inclusive de colegas jornalistas, me causa perplexidade, principalmente quando percebo o silêncio que grita diante de fatos como a corrupção da qual o ministro “do Amazonas” está sendo acusado, ou do vídeo que mostrou um tal Tio Raul pegando dinheiro e enfiando no terno, exatamente como fizeram os de Brasília. E, provavelmente, muitos dos indignados com os “xingamentos” a Manaus são os mesmos que falam, sem conhecimento de causa, da “ditadura na Venezuela”, da “miséria em Cuba” ou do “tráfico na Bolívia”. Para piorar, a maioria das respostas ao senhor Eugenio veio repleta de ofensas e alusões politicamente incorretas, referindo-se a ele, por exemplo, como “gay”, como se isso fosse algum crime ou demérito.

Seria ótimo se essas pessoas que se indignam com “xingamentos a Manaus”, mas parecem naturalizar a corrupção fossem às ruas protestar contra os maus políticos, ou participassem de campanhas de educação, meio ambiente, proteção ao animal, qualquer movimento realmente importante. No mais, se tem alguma coisa que o senhor Eugenio acertou em cheio foi no reconhecimento da soberania rubro-negra na capital amazonense. As demais observações, não obstante algumas sejam verdadeiras, exprimem falta de educação e total insatisfação profissional. Ele também foi mais um “escravizado” na lógica do regime que criticou. Mas aí é outra história. Errou feio no modo, porém mexeu em feridas abertas por descasos – seculares, diga-se de passagem. Que essa sacudida ao menos nos sirva para pensar a nossa cidade melhor.

  1. issacar says:

    Qualquer pessoa pode falar o que quiser, mas não concordo com a maneira com que esse indivíduo desonrou nossa cidade. Tudo bem que temos problemas (e muitos), como em qualquer outra cidade desse país, agora, aceitar a maneira como ele expos os fatos é muito difícil. Se aceitarmos, vão começar a avalanche de matérias falando não só de Manaus, mas de qualquer outra cidade também. Duvido que lá na cidade dele não existam as mesmas coisas que ele viu aqui. Tá parecendo mais um lunático, um extraterrestre.
    Já estive em lugares muito piores que aqui em Manaus e mesmo assim não sai escrevendo matérias rasgando o verbo da cidade que visitei. Me poupe!!!

  2. joão victor says:

    respeito sua opinião mas o cidadão ignóbil em questão não estava discutindo as mazelas de nossa cidade e sim simplesmente xingando e depreciando o lugar em que vivemos. Daí a indignação do povo.

  3. Cecy says:

    Então neste caso: Nós somos mães e Manaus uma filha. Nós batemos e esculhambamos, mas nenhuma vizinha tem direito de dar um PIU!

  4. luca martins says:

    na verdade, o que dói é nosso complexo de inferioridade, que esse infeliz pobre coitado “cavucou”. Manaus e a Amazônia sofre disso: negamos a beleza do Rio Negro, a maior parte da cidade está de costas pra ele. Negamos a herança indígena e só a aceitamos quando ela é fantasiada apachemente no espetáculo de Parintins. Ser índio ainda é uma ofensa grave na região. E de onde vem isso? da colonização portuguesa, do modo como os índios ainda são tratados no Brasil, do apagamento dessa identidade do imaginário racial brasileiro, da atual colonização estadunidense e da subcolonização sudestina de que somos vítimas. Esse cara é digno de chacota, mas ele mexeu numa ferida que dói e ninguém quer tocar: como bons brasileiros, só valorizamos o que é nosso se os estrangeiros disserem que é bom… triste mentalidade de colonizados! E ganharíamos mais se assumíssemos o protagonismo do ecologicamente correto, em vez de ficar dando ibope prum moço tão carente de atenção

  5. wanderson says:

    O pior de tudo é que em seu blog ele se referiu a nós amazonenses como srs.e sras. selvagens.

  6. Raphael says:

    Existem formas de se apontar problemas em uma cidade, criticando o poder público por exemplo. agora dizer que chegou ao inferno é outro contexto. Não apontamos os erros de outras cidades, pelo contrário, sempre se é bem tratado quando se vem de fora. Acho que se você, jornalista quiser causar impacto positivo com algum artigo, deve no mínimo, ter respeito.

  7. carlos neto says:

    Hahaha.
    Muito se fala pouco se faz. O que esse cidadão falou é a pura verdade. O problema que ninguem gosta de ouvir dos outros os nossos defeitos. E isso é pro bem. Sinto vergonha das ruas sujas com copo plastico, garrafas d’agua, papel, lama fedida. Imagino o TURISTA vendo isso. Pior o turismo fica limitado ao Teatro Amazonas e o Encontro das águas. Coitados dos guias turisticos tendo que pegar outro caminho pra não passar por ruas abandonadas com doidos varridos, cheira-cola, mendigos. No largo São Sebastião, onde cresci e vi o resto dos trilhos do bonde sendo retirado dando lugar para paralelepipedos, o governo não deixa que vendedores, rippies fedorentos, e o Ivan(quem não conhece?) passem por lá. De lugar popular, ficou elitizado. Manaus e nós barés, devemos ter vergonha e inteligência. Seria melhor sair da boca do Prefeito, Governador, Cidadão local do que um cara que vêm longe. Eu por exemplo, fui pra Sp/Capital e adorei a cidade e o povo de lá. Não gostei do FEDOR do Tietê que de muito longe dá pra sentir, de dentro do metro, das ruas cheias de viciados de crack, crianças dormindo em praças, abandono de apartamentos, pra mim foi coisa de louco. Todo lugar tem seus bons e péssimos momentos.

  8. carlos neto says:

    Mas do jeito que somos. Vai ficar por isso mesmo. Continuamos a sujar as ruas, mal educados no transito e no dia-a-dia, levando vantagens em cima dos outros. Nós somos fodas mesmos. Não aprendemos. Não aprendemos nem a VOTAR DIREITO. Ninguem estuda, 90% dos estudantes do belo e tradicional DIREITO é REPROVADO. Hahahaha. Sempre digo no facebook: Manaus está preparada pra copa? Cadê o Governo? Eles não estão nem ai rapaziada. Agora o que falta é atitude. Tirar o bundão gordo da cadeira e ir pra rua exigir melhorias. PRA TODOS NÓS.

  9. Lu says:

    Todo esse texto que essa pessoa escreveu só mostra a tamanha falta de educação que tal indivíduo possui e falta de respeito com uma cidade inteira. Se fôssemos julgar as pessoas da cidade desse jornalista pela pessoa dele, com certeza teríamos uma péssima impressão desta cidade. Manaus merece todo respeito.

  10. marcelo says:

    temos que desupalo ele falou o que tem na cabeca titica de galinha sera que o estado dele e toda essa perfeicão

  11. marcelo says:

    ele falou o tem na cabeca muita fezes

  12. Nina says:

    “Então neste caso: Nós somos mães e Manaus uma filha. Nós batemos e esculhambamos, mas nenhuma vizinha tem direito de dar um PIU!”

    Eu diria que este comentário poderia ter sido omitido, pois não acrescentou algo bom à discussão e teve tom agressivo.

    Além do mais, a vizinha pode chamar o Conselho Tutelar.

  13. diego guimarães says:

    …dizer que o amazonense é racista, não gostar de negros foi demais…nuca vi em manaus um episódio de racismo e moro aqui desde qd eu nasci a 25 anos; e tambem dizer que somos fechados e não gostamos de dar informações…isso foi uma mentira muito que deslavada.

  14. Ze Mane says:

    A nobre jornalista, perdeu a oportunidade de ficar calada. Pelo visto vc não transita bem nas redes sociais. Em regra geral todos ficaram indignados pela forma como o cidadão que se diz jornalista, escritor, piloto de caça e de disco voador, condutor de porta aviões, comandante de submarino e td mais, falou de Manaus e não do que ele falou. Todos sabemos muito bem dos problemas de nossa cidade, mas como vc mesma disse que qualquer cidade do Mundo apresentará problemas, creio a escolha do tema para simplesmente criticar não é uma forma de debate e sim de denegrir, afinal de se for de debate teria de te-lo feito não apenas elencando os problemas de Manaus, mas de toda grande de cidade do Brasil, da America Latina, da Africa e outras de outros continentes até mesmo que se dizem de primeiro mundo.

  15. Thomas says:

    Mas Manaus é tudo isso que ele falou mesmo. Não vamos negar.
    Se a cidade é uma das piores do Brasil, deixa ele manifestar a opinião dele. Até porque sabemos que isso é verdade. E enquanto essa prefeitura de 5ª categoria estiver administrando nossa cidade, realmente Manaus será/é um caos!

  16. Eduardo Cruz says:

    Tadinho… só porque ele ficou até mais de 23 hrs trabalhando, isso é trabalho escravo? Nossa que ignorância, queria só passear por aqui? Ficou 22 dias preso no Play, e diz ter visão sobre a cidade? Racismo para com os Negros? A não aceitação quanto a ser de origem indígena, tem sentido.
    Provavelmemente, ele não conseguiu o posto na Filial, e está querendo descontar na cidade. Manaus é como outra qualquer? Deve ser em parte… mas não dá pra comparar com o fim de mundo esquecido que é Goiânia, as sombras de Brasília.
    “A capital de todos os goianos”, não dá pra ser dos gaúchos, né?

  17. Junior Rodrigues says:

    Acho que este sujeito deve aprender a escrever e criticar e não simplesmente sair falando o que vem na cabeça.

  18. Philip Melo says:

    Ah vaaaaaaaaa! Como pode uma coisa dessas? Não é por expor sua opnião. É pela maneira que ele expôs sua opnião. Não é que não estejamos insatisfeitos com o que está acontecendo aqui… todos estamos! Mas também estamos de mãos atadas. Afinal, o que podemos fazer a respeito de tudo isso? Greve? Ir às ruas? Se alguém der uma resposta pra isso, acho que teríamos um mundo totalmente diferente, né?
    A grande frase aqui é: se não pode fazer melhor, não critique.

  19. Lely says:

    Concordo com o texto. Tudo o que o jornalista falou sobre Manaus é verdade, e os argumentos que o povo que tá criticando ele usa são muito fraquinhos comparados com as verdades que ele falou.

    Manauense tem que deixar de se iludir com políticos que estão no poder há mais de 20 anos e com a suposta bonita cidade metrópole da região norte e começar a se mobilizar pra resolver os problemas que o jornalista apontou no texto.

    Eu acho que ele TEM SIM todo o direito de reclamar da cidade assim como eu tenho o direito de reclamar de qualquer cidade do país que eu visitar e não gostar.

  20. Fabinho says:

    Se ele não está satisfeito com a profissão e que acha q foi escravo, por que não pede pra sair que nem fez o ministro do transporte Alfredo Nascimento.
    E não sair falando besteira!

  21. Luciano says:

    Concordo am alguns aspectos do jornalista, manaus esta um verdadeiro caos, o centro da cidade mais parece uma favela com os camelos invadindo, sujeira para todos os lados , urubus pela cidade, sem falar na higiene que passou longe da cidade, nas ruas o povo se alimenta come nas esquinas comida misturada com poeira, fumaca de onibus, cozinham na rua, e o transito? nunca vi na minha vida igual…nao existe lei, buzinas para eles é brinquedo nao respeitam nem hos[pitais trabalho em frente a um buzinam por qualquuer coisa mesmo estando errado, fui parar meu carro na minha garagem dando seta e tudo um atraz de mim comecou a buzinar sem parar sera que nao tenho o direito de guradar meu carro em minha garagem??? mototaxi com 3 pessoas carregam criancas, nao usam capacetes, e no comercio sao poucos que dao bom dia boa tarde, se comprar alguma coisa tem que ter dinheiro trocado , eles nao gostam de voltar troco..uma falta de educacao..sinto muito pela cidade , o povo tem que se concientizar, eles proprios tem com eles uma especie de preconceito , e com isso nao tentam ser mais cordiais , é claro que nao sao todos , mas falo da maioria, a critica serve para construir ,as autoridades deixam de lado um descaso passam em frente policiais sem capacetes, buzinando, avancam sinais e a policia nao toma providencias, esta muito complicado a situacao de manaus e muito perigosa tb..assalto no centro da cidade, onde trabalho na getulio vargas ja fomos assaltados nao se ve policias nas ruas.

  22. Crismar Brasil says:

    Querida Ana Paula,
    Você tem o dom da escrita, bem como o Sr. Eugênio Santana em questão, consegue manifestar sua opinião com clareza e embasamento, está no exercício pleno de suas faculdades. Sou um tanto menos hábil em relação a isso quanto gostaria, mas não tenho como recriminar as reações do povo amazonense em geral repudiando tal senhor e seus impropérios. Não me refiro às mazelas apontadas pois as conheço bem, ou ao seu direito constitucional de manifestar-se, sendo este magnânimo, até mesmo o Dep. Jair Bolsonaro deve ter este direito assegurado, mas todo o país caiu-lhe com amores impublicáveis. E este é o foco! Amor! Quem tem amor por seus filhos, por sua terra, por Deus (Deus é amor!) etc., não consegue repercutir de outra maneira, pois do amor nasce o ódio e vice versa. Sabendo da carência educacional para as massas, os mais instruídos deveriam, além de apontar, promover a diminuição das mazelas neste sentido. O Sr. em questão foi muito infeliz e deve ser uma pessoa infeliz, ao contrário do que proclama e, com isso, abriu espaço para sofrer toda esta sorte de ataques que está recebendo (ainda com soberba!), seja dos menos favorecidos intelectualmente ou de seus “colegas jornalistas” pois estão reagindo com amor pelo amor e com ódio. Correto? Não! Apoiado? 100%!
    Vivemos só o que podemos viver! Maktub!

  23. Cristina Oliveira says:

    MANIFESTO ABERTO À ESTUPIDEZ DOS CRÁPULAS (*)

    Nada há além da verdade. É oportuno que se enfatize: alimentar e ruminar polêmicas não leva a nada. É imprescindível que se respeite as diferenças e a opinião dos outros. E ponto final. Simples assim…

    É fundamental esclarecer que não sou “goiano” – e não gostaria de sê-lo – e em termos de Arte & Cultura, incluindo culinária, este estado de Goiás é um zero à esquerda. Totalmente “breganejo”.

    É óbvio que nasci no melhor Estado do meu País: Minas Gerais. E já morei em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal e, por força da profissão de Jornalista Cultural e Investigativo sou cidadão do mundo e meu passaporte não tem mais espaço para carimbo de aeroportos internacionais e o “santa Genoveva” que se imploda – não sou governador de Goiás.

    Não retiro uma vírgula concernente ao meu artigo sobre Manaus e suas mazelas. Ponto.

    Saudações macunaímicas, populacho, integrantes do continente tupiniquim: palco e cenário dos piores políticos do mundo, arrivistas e corruptos incorrigíveis, e das mulheres mais promíscuas do Planeta, não importa se são oriundos de Porto Alegre ou Porto Velho, a índole distorcida e abjeta é a mesma!

    Meu VERBO é forte ao estilo de E.M. Cioran, Nietzsche, Olavo de Carvalho e Arnaldo Jabor. Tenho coragem e sou um incansável e insaciável buscador da VERDADE. Doa a quem doer!

    (*) Eugenio Santana é Jornalista profissional, Escritor autor de livros publicados, Publicitário, Assessor de Comunicação, Relações públicas, Copydesk, Ensaísta, Analista de RH; Self-mad man; 18 prêmios literários; Adesguiano, Rosacruz, maçon, amigo pessoal de Arnaldo Jabor, Carlos Heitor Cony e o ministro do STF Joaquim Barbosa. Maktub!
    Querida Ana Paula Artaxo esse é a resposta de uma e-mail mandado a uma manauara idgnada pela a “arrugancia” e o uso de palavras “chulas” no seu “artigo” leia e tire suas próprias conclusões se realemente não devemos nos sentir HUMILHADOS por uma pessa que se diz “jornalista” mas apenas quer seus 15 min de fama.

  24. Diego Cavalcante says:

    Se você acha que ele não está errado… me diz o que acha da nova postagem no blog dele:

    Segue o link:

    http://www.portaldoholanda.net/noticia/47877-aos-selvagens-da-capital-do-estado-do-amazonas

  25. Neila says:

    Minha cara você foi ótima no comentário, mas tenho que discordar em certos pontos… O “cidadão” foi verdadeiramente infeliz no comentário, e pasmem, publicado… Criticar de forma construtiva uma pessoa ou um lugar, é sempre muito bem vindo, mas criticar de forma depreciativa é humilhar, e neste caso foi uma tentativa… Qual o crime em querer frequentar e gastar nos shoppings? Há prostituição em Manaus? Há em todos os lugares, inclusive em Goiânia, pois conheço a cidade e lá o povo é sim fechado e preconceituoso… Vá dizer que é da região norte pra ver como serás recebido… Sou NEGRA, mas tenho sangue indígena e não tenho vergonha em declarar este fato… E por ultimo, o Sr. TRISTE deveria estudar um pouco mais, os anos nas cadeiras escolares/acadêmicas foram insuficientes, relembrar fatos históricos do nosso Brasil, nos faz lembrar nossa mistura racial fantástica…

  26. Artemis says:

    Uma verdade, nao importa como dita, sempre dói… Ainda assim, nao deixa de ser verdade.

  27. Fabrício Marinho says:

    Esse foi o comentário mais inteligente e “with sense” que eu li desde q tudo começou. O senhor Eugênio foi agressivo, imaturo e inconveniente (merece retaliação sim, foi irresponsável), por outro lado, muitos de nossos queridos amazonenses protegem, justificam e enaltecem seus “problemas” em vez de reagir a eles. Muitas vezes é fácil perceber “inversões de valores” na tentativa coletiva de justificar um problema amazonense. Resultado: nada se resolve :( e os Eugênios continuam aparecendo como consequencia.

    Eu sou nascido em Bélem (amo), criado em Manaus (amo) e adoro viajar pra sampa (amo). Em Manaus estou desde a alfabetização, onde me eduquei e contruí grande parte do meu network de amizades e vida profissional excelente. Infelizmente, já estou acostumado a escutar dos Eugênios Amazonenses q “belém é um lixo, é suja, não presta”, dos Eugênios Paulistas que “Manaus é o fim do mundo” ou “que só tem índio”. Haja exercitar o meu “levar na esportiva” hein.

    No meu curso de mestrado na UFAM, estávamos discutindo sobre se seria bom ou não se a Copa do Mundo viesse pra Manaus. Eu e outros amigos amazoneses faziamos parte do “sim, queremos q venha, pq Manaus tem problemas e a copa podia ser uma oportunidade de melhorar algo” (veja q a internet já melhorou ;P e q eu odeio futebol). Um mestrando infeliz publicou q “o fabrício é paraense pessoal, gente como ele só vem aki pra desmatar e fazer invasões, ele não pode criticar os problemas de Manaus”. Ai pronto… todos os alunos amazonenses irracionalmente me viram como um “alvo pra ser detonado” depois desse comentário. Como se a qualidade da cidade q EU vivo não influenciasse diretamente a qualidade da minha vida e dos meus amigos.

    Por isso q eu digo q em Manaus existem muitos Eugênios q também deviam sofrer retaliação. Talvez se eles parassem de proteger seus problemas, Manaus se tornasse ainda mais bacana doq já é; ou Talvez sofrendo na pele o preconceito q eles mesmos criam internamente, possam refletir e melhorar.

  28. Alexandre Vergueiro says:

    Você tem certeza que é Manauara?

  29. adriana says:

    ele te pagou quanto pra vc defender ele???

    eu tb nao acho certo vc ir com palavriado chulo, afinal vc so dá mais atençao que esse cara quer.
    mas qualquer um ficaria revoltado com esse artigo.
    e o artigo mostra bem que ele queria era degrinir a imagem da cidade e nao apontar os defeitos.

  30. lisandra says:

    nossa esse comentario seu e tao pior quanto o do palhaco que nos destratou, pq ele nao so falou de nossos problemas como sociedade, mas tbm afirmou racismo generalizado entre outras coisa,se manaus e filha somos mae sim ate pq vizinha nao manda na casa de gente….. os problemas que nossos filhos enfrentam, devem sim ser resolvidos com os pais…. e facil agora repudiar os palavroes e xingamentos nao menos merecidos. isso tem que mudar nao devemos aceitar mesmo gente misquinha falando o que nao deve ta insatisfeito cm o estado procura altoridades usa o jornalismo pro bem e honroso essa atitude, mas nao ataca pessoas individualmente manauenses qeu nao tem acesso a politica e ao meio jornalistico, e muito dificil usar o que um ou outro falou pra ele como opniao generalizada jamais vou aceitar um cara que nao me conhece afirmar que sou racista sou filha de negro sou negra tbmmmmm………..agora temos que usar os termos mas bonitinhoas pra falar o que sentimos para mana com falsidade sempre falamos o que sentimos isso e crime??? pq temos que ouvir o que qualquer jornalista frustrado quer falar me polpe..

  31. vamos deixar de toda essa hipocresia,Manaus tá precisando mesmo de um sacode;os proprios habitantes sao omissos com as questoes politicas-sociais.nao defendo bandeira de nimguem,mas,é só olhar com bastante atencao e perceber o porque de tanta indignacao.O que me causa estranheza é saber que a maioria dos amazonenses(nao todos)sao xenofóbicos no que diz respeito aos nossos vizinhos paraenses,viram como pimenta nos olhos dos outros arde??!!

  32. L@!$ says:

    Cara Ana Pula, amazonense que sou, me sinto no direito de dizer que acho que para o povo da nossa terra é muito mais fácil atacar quem aponta nossos defeitos, do que sair dos seus casulos confortáveis e ir pra rua brigar pelo que é se de direito: urbanização, desenvolvimento e respeito aos direitos básicos garantidos por lei. Vejamos, muitas das pessoas que, inflamadamente, atacaram o mal expoto pensamento do Sr. Eugenio, estão amparados pelo paternalismo do nosso vergonhoso governo. Ou então desfrutam das coisas boas que a nossa terra tem, sem parar para observar as tais mazelas, por ele expostas. E diga-se de passagem, nem precisam ser apontadas, estão aí pra quem quiser vir aqui e ver.
    Muitos foram os lugares que já visitei, e constatei os mesmos problemas, até piores as vezes. Mas eu me sinto sim a vontede para dizer que nossa cidade está mesmo imunda, fedida e longe de tudo aquilo que é apresentado para o mundo como chamariz para o turismo.
    Sejamos coerentes, o Sr. Eugênio só foi infeliz com os termos usados, mas em momento algum falou alguma inverdade.

  33. jose pinheiro says:

    sou carioca mas, acima de tudo brasileiro e amo todas as cidades do meu País mesmo as que não conheço. Já trabalhei em Manaus e fiquei feliz em ver o povo (meu povo), admirável, trabalhando duro, buscando estudar, en-frentando enormes dificuldades. Se o jornalista Santana se sentisse brasileiro, faria sua crítica onde coubesse de maneira educada e construtiva, pois todo o Brasil sofre de mazelas iguais, decorrentes, é óbvio, da corrupção política que acaba por contaminar toda a vida nacional pelo péssimo exemplo capaz de envenenar muitas mentes com a idéia de que o crime compensa e não vale a pena ser correto. Em todo caso, provocou um sacode que logo será esquecido, tudo ficando como está. Em Manaus e em todo o Brasil. O verdadeiro sacode deve ser dado pelo povo, em todo o território nacional, nas ruas, em grandes concentrações e com frequência, mostrando indignação e repúdio aos eternos enganadores, falsos representantes da sociedade. Claro, sem o dedo de políticos, por motivos também óbvios. As lideranças poderiam ser, talvez, os grandes intelectuais dispostos a sair da cadeira e ir para as ruas, junto com o povo, em todos os estados, desprezando o bairrismo e os preconceitos com o grandioso ideal de realmente servir.

  34. Alex Lima says:

    A despeito do grau de formação possa ter um indivíduo, ou mesmo sua capacidade de analisar e perceber o mundo ao seu redor. Uma coisa é certa. Há muitas formas de interpretar o que se vê e comunicar a sua percepção sobre isso. As pessoas confundem inteligência com educação.
    Sou morador de Brasília-DF, a quase um ano, apesar de ter nascido e vivido no Rio de Janeiro por mais de 30 anos. Não me canso de analisar as diferenças que há entre estas duas cidades. Poderia falar tanto bem quanto mal de cada uma delas, mas prefiro colher ensinamentos de ambas! Um abraço.

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