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Habitação, não invasão.

Meus amigos, durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias na Câmara Municipal de Manaus, muitos temas relevantes foram discutidos, dentre eles a política habitacional e alguns esclarecimentos precisam ser feitos.

Nosso país possui um déficit de 5,5 milhões de habitações, o que transforma a questão de moradias populares em terrível problemática e enorme desafio para todos os entes da federação.

Tomemos como exemplo o Programa Minha Casa, Minha Vida. Não restam dúvidas que muitos brasileiros atingiram o sonho de adquirir a casa própria através do programa, entretanto, bem diferente do que fora anunciado, o programa não beneficiara os cidadãos de baixa renda, mas a classe média, afinal, algum cidadão de baixa renda tem condições de obter 100 mil reais de crédito para financiamento?

Por isso é necessário que reflitamos. Ninguém em sã consciência pode afirmar que o Minha Casa, Minha Vida não é importante, tampouco apregoar que não contempla quem realmente precisa. A classe média, tão massacrada e vilipendiada por políticas econômicas, teve um alento com o programa, mas os cidadãos de baixa renda são,de fato, beneficiados pelo programa? Infelizmente não o são e alguns fingem desconhecer a realidade. Precisamos condenar quem se utiliza do proselitismo, da parva retórica e de sofismas para confundir a população. Afirmar que a Prefeitura precisa doar casas para os invasores do Tarumã, muito mais que leviandade e falta de espírito público, é compactuar e estimular a indústria das invasões. União, Estados e Municípios têm um grande problema a solucionar, mas não é doando casas a invasores que resolveremos a questão. Precisamos democratizar os meios de obtenção ao crédito para financiamento habitacional, fortalecer a regularização fundiária, desburocratizar a emissão dos “habite-se”, incrementar a construção de habitações de interesse social, formular novas políticas públicas de moradias populares. Mais que discursos, precisamos de responsabilidade, não de escamoteios.

  1. Paulo Oliveira says:

    Sem comentários…Parcialidade cabe em alguns casos e algumas profissoes(poucas) mas na política é simplesmente imoral.

  2. João Lúcio says:

    Cadê as casas que o seu prefeito prometeu aos garís e 2009?

  3. Claudio says:

    “Meus amigos, durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias na Câmara Municipal de Manaus, muitos temas relevantes foram discutidos, dentre eles a política habitacional e alguns esclarecimentos precisam ser feitos.”

    Voce não acha perda de tempo discutir algo que vai passar e passou do jeito que venho do Gabinete do Prefeito, isso mostra a utilidade CMMM (não serve para nada)

  4. Esses programas popululistas não passam de medidas paliativas a um problema sem fim. Por que não fomentar o êxodo urbano em contraposição ao rural? Discursar é fácil, difícil é colocar em prática tais discursos.

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