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IDS_Índices de Desenvolvimento Sustentável 2010

IBGE publica o IDS2010 mostrando que o país evolui em indicadores de sustentabilidade, mas ainda apresenta grandes desigualdades socioeconômicas e impactos ao meio ambiente.
Esse resumo da dimensão ambiental mostra avanços, mas ainda há uma longo caminho a trilhar.

O IBGE_Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística publicou essa semana o IDS 2010 (Índice de Desenvolvimento Sustentável) e mostra que país evolui nesses indicadores, mas, ao mesmo tempo, destaca as desigualdades sociais, desigualdades econômicas e os impactos ao meio ambiente.

O relatório indica avanços sociais e melhora em vários indicadores ambientais, porém, mesmo assim, a degradação ambiental ainda é grande.

Com 20 indicadores divididos por áreas temáticas a “Dimensão Ambiental” mostra avanços, e também, o quanto ainda tem que evoluir na busca da sustentabilidade.

Queimadas:

Entre 2007 e 2009, focos de  queimadas e incêndios florestais caíram 63%, reduzindo de 188.656 para 69.702, segundo dados do INPE_Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Entre os estados, o Acre teve uma redução de 93% nos focos de calor.

Desflorestamento:

A Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) experimentou nos últimos anos uma forte expansão nas taxas anuais de desflorestamento chegando ao pico  27.423km² em 2004. Dados preliminares do INPE sugerem que em 2009 ficou em 7.088km²  indicando uma redução de 74,1% quando comparado com 2004, embora atinja 14,6% de toda a Amazônia Legal.

Outros biomas importantes:

A Mata Atlântica teve entre 2005 e 2008 cerca de 1.028 Km²  de áreas desmatadas e se tornou o bioma mais ameaçado do Planeta. Hoje a área remanescente se reduz a 133.010Km² perfazendo menos de 10% da cobertura vegetal original.

O Cerrado, também sofreu bastante com desflorestamento, da cobertura original de 2.038.953 Km² restam apenas 1.052.708 Km², perdendo 48,4% até 2009.

Em termos absolutos, entre 2002 e 2008, os estados que mais perderam cobertura vegetal foram Mato Grosso (17.598 Km²), Maranhão (14.825 Km²) e Tocantins (12.198 Km²), por outro lado, em termos relativos foram Maranhão (7,0%), Bahia (6,1%) e Mato Grosso (4,9%).

Emissões GEE_Gases de Efeito Estufa:

No Brasil, o total líquido de emissão de gases de efeito estufa entre 1990 e 1994 passou de 1,35 bilhão/ton para 1,48 bilhão/ton, totalizando um aumento de 8,8%. Ao passo que entre 2000 e 2005 esse número passou de 2,05 bilhão/ton para 2,20 bilhão/ton apresentando um aumento de 7,3%. Observando esses números observa-se uma tendência de queda nas emissões, porém, se considerarmos o período total teremos um aumento de 40% nas emissões dos gases de efeito estufa.

Mudanças no uso das terras e florestas, incluso desmatamentos na Amazônia e Cerrado foram os biomas de maior emissão, representando 57,9% do total das emissões em 2005, seguido pela atividade Agricultura que contribuiu com 480 milhões/ton que representou 21% das emissões.

Substâncias destruidoras da Camada de Ozônio:

Consumo de substâncias com potencial de destruição da camada de ozônio reduziu-se sensivelmente entre 1992 e 2006, saindo de 11,20 mil/ton para 1,43 mil/ton totalizando uma redução de 86%.

Os CFC’s (clorofluorocarbonetos) já foram os vilões, quando seu consumo era de  9.360 toneladas de potencial de destruição da camada de ozônio, hoje consumo situa-se na faixa de 290 ton.

Os HCFC’s  (hidroclorofluorocarbonos) desde 2006 se tornaram as substâncias com maior potencial de destruição, respondendo por mais de 85% da produção industrial e são usados nas áreas de refrigeração, ar condicionado, espumas, solventes e extintores de incêndio.

Áreas de Conservação:

As áreas de UC_Unidades de Conservação federais já são 9% do território brasileiro.

Para proteger sua biodiversidade, o Brasil já reserva mais de 759.000 Km² para UC’s_Unidades de Conservação federais, ao passo que, as UC’s estaduais e municipais e APA’s têm 422.000 Km² e 35.000 Km² respectivamente.

Considerando os biomas existentes, a Amazônia tem a maior área protegida, algo próximo de 17% do total nas UC’s federais, sendo 7,9% em áreas de proteção integral. Já a Caatinga, os Pampas, a Mata Atlântica e o Pantanal  têm menos de 1% de áreas de proteção integral, bem abaixo da média mundial que se situa ao redor de 5%.v

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